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Salgaderia de R$ 1,50 é sucesso de quem “começou” no cemitério

Rafael conta que conquista de clientes foi no boca a boca e, hoje, “portinha” já está ficando pequena

Rafael da Conceição Barroso, de 33 anos, realizou sonho com salgaderia própria. (Foto: Aletheya Alves)
Rafael da Conceição Barroso, de 33 anos, realizou sonho com salgaderia própria. (Foto: Aletheya Alves)

Tendo começado a sonhar limpando chão, Rafael da Conceição Barroso, de 33 anos, passou a realmente ter esperança do jeito que menos esperava: vendendo salgados na porta de um cemitério. Desde então, o autônomo abriu as portas de sua salgaderia e hoje enche as “portinhas” com divulgação boca a boca e salgados por R$ 1,50 na Rua Afrânio Peixoto, no bairro Santo Antônio.

Há alguns anos, Rafael começou a trabalhar com comida depois de vários períodos atuando como auxiliar de limpeza e explica que, desde então, decidiu que precisava abrir seu próprio negócio. “Eu fui guardando na memória o que aprendia e ficava sempre imaginando que se eu pudesse trabalhar num lugar meu, iria dar certo”.

Sem dinheiro para investir, ele diz que começou a pedir ajuda para pessoas próximas, mas nada apareceu. Foi assim que percebeu que era necessário ter paciência e, de pouco em pouco, começou a comprar cada item que iria precisar.

Eu trabalhei, trabalhei e comprei um cilindro. Depois juntei mais dinheiro e comprei uma mesa, aí depois fiquei pensando no que mais faltava e decidi comprar os ingredientes dos salgados, diz.

Na época, ele recebeu apoio do irmão e conseguiu um espaço próximo à Júlio de Castilho para preparar os alimentos. Sem saber como poderia dar início à conquista da clientela, ele destaca que a ideia mais interessante foi ir para as portas de um cemitério.

“Eu fiquei pensando em como iria conseguir vender e decidi fazer 200 salgados num Dia de Finados e ir para o cemitério. Cheguei lá cedo e em pouco tempo vendi tudo e comecei a receber elogios. Desde aquele dia eu comecei a realmente ter esperança e não parei mais”.

Tendo começado com poucos objetos, o empresário conta que conseguiu comprar quase tudo. (Foto: Aletheya Alves)
Tendo começado com poucos objetos, o empresário conta que conseguiu comprar quase tudo. (Foto: Aletheya Alves)

Em poucos meses, Rafael conseguiu mudar de endereço e deu início ao atendimento no espaço atual. Ele conta que a ideia era vender os salgados para que outras empresas revendessem, mas que percebendo que havia demanda resolveu abrir as portas para o público.

De acordo com o empresário, a rotina ficou ainda mais intensa, mas também fez com que seus sonhos continuassem aumentando. “Eu chego aqui 3 horas da manhã todos os dias para começar a fazer os salgados e o espaço já está ficando pequeno para o público. Uma pessoa conta para outra sobre e mais gente vem, a gente fica feliz demais vendo isso”.

E, sem muito luxo, Rafael conta que os salgados assados, indo de esfiha assada até enroladinho de salsicha, são mesmo o sucesso.

“A gente costuma perguntar para os clientes sobre o tempero, o ponto da massa e assim vai melhorando. Agora quero mesmo é que no futuro eu tenha uma loja maior e consiga lembrar que no meu passado comecei com pouco, mas que deu certo”.

Aberta de segunda a sábado, a salgaderia de Rafael fica localizada na Rua Afrânio Peixoto, número 203, no bairro Santo Antônio.

Salgados são vendidos a R$ 1,50 por Rafael. (Foto: Aletheya Alves)
Salgados são vendidos a R$ 1,50 por Rafael. (Foto: Aletheya Alves)

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