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Proibida até de ir ao banheiro, mulher é mantida em cárcere por 9 dias

Vítima chegou a defecar na roupa; homem mantinha duas facas no pescoço da vítima

Vítima foi atendida na Deam, em Campo Grande, que investiga o caso. (Foto: Henrique Kawaminami)

Mulher de 52 anos foi mantida em cárcere privado por nove dias, no Jardim Imá, em Campo Grande, após o marido desconfiar de traição. Ele manteve duas facas no pescoço da vítima e ainda a proibiu de ir ao banheiro, fazendo com que ela defecasse na roupa. A mulher só conseguiu ajuda após o marido a autorizar que ela fosse na psicóloga, profissional que acionou a polícia.

A denúncia foi feita na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), nesta segunda-feira (2), registrada como sequestro, cárcere privado e ameaça. A vítima contou que está casada com Miguel Ambrosio Ortiz, de 54 anos, há seis meses. No começo, era tudo normal, segundo a vítima, no entanto, após alguns dias de relacionamento, o homem se demonstrou alterado e desconfiado por ter sido traído no casamento anterior.

Prova disso, conforme relato em boletim de ocorrência, é que Miguel se apossou das chaves de casa, deixando ela sair apenas com ele ou com a autorização dele. Também controla o celular da vítima, inclusive salvando números de telemarketing com nomes de homens e depois a acusa de traição. “São os machos dela ligando”, teria dito uma das vezes.

No dia 23, o casal foi até a casa de um dos filhos da vítima para lavar roupa. A mulher morava com os filhos na residência antes de se casar com Miguel, tendo ele encontrado algumas camisinhas no guarda-roupas que ela dividia com o filho.

Foi o começo de tudo. Quando chegou em casa, o homem usou drogas, aumentou o volume da televisão e chamou a esposa para conversar. Naquele momento, afirmou que as camisinhas eram da vítima e que ela iria na casa do filho para trai-lo. Miguel então colocou duas facas no pescoço da vítima e disse: “você não vai confessar, quem você está protegendo, quem você vai levar para o túmulo com você?”.

A vítima implorou pela vida, mas o homem afirmou que só a soltaria se confessasse. A mulher relata que não sabe explicar, mas ele a soltou. Ela continuou sendo mantida trancada em casa, até que no dia 1º, último domingo, o homem estava sob efeito de drogas e não deixou que a esposa fosse ao banheiro. Sem conseguir segurar por muito tempo, ela urinou e defecou na roupa.

A vítima teve uma chance de escapar nesta segunda-feira (2), quando Miguel permitiu que ela fosse à psicóloga. No local, a vítima contou sobre o crime e a profissional acionou a polícia. A mulher foi atendida pela Deam, que investiga o caso. O homem não foi preso até o momento.

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