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Recuperação judicial de produtores rurais traz incerteza no crédito para o agro

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Os pedidos de recuperação judicial por parte de produtores rurais trazem incertezas ao crédito para o agronegócio e pode levar os bancos a serem mais seletivas nas concessões de financiamento. Foi o que disseram representantes das áreas de agronegócios do Bradesco, ItaúBBA e Santander, durante o Congresso brasileiro do agronegócios, promovido pela Associação Brasileira do agronegócio (ABAG) e pela B3, em São Paulo (SP).

Com queda da Selic, bancos esperam avançar no crédito agrícola. (Foto: ThinkStock)

O assunto acabou dominando o debate no painel que discutia os rumos dos financiamentos para a produção agropecuária. A preocupação com as recuperações judiciais ganhou ênfase exatamente em um momento de expectativa positiva das instituições financeiras de avançar no crédito para a agropecuária, especialmente com a redução da taxa Selic, hoje em 6% ao ano.

“A incerteza está subindo. E sempre que aumenta a incerteza, os modelos de crédito ficam mais restritivos. Se houver essa incerteza, vamos ficar mais conservadores “, reginei o diretor de agronegócios do Bradesco, Roberto França. “O assunto chegou em um momento em que os bancos querem aumentar portfólio. Se Panza esse assunto, o banco vê o setor como estratégico “, acrescentou.

Diretor de agronegócios do Itaú BBA, Pedro Fernandes, reforçou que os bancos personae a ficar mais Environmental e direcionar o crédito para os produtores rurais mais bem estruturados financeiramente. Para ele, a recuperação judicial de produtores rurais traz deterioração, porque não é voltado para pessoas físicas.

“Os riscos vão subir, vão ser pedidas mais garantias e o crédito vai ficar mais caro e restritivo” “

Carlos Aguiar neto, do Santander

“Como seria a falência de uma pessoa física? O produtor deve ter mecanismos para casar o seu fluxo de caixa, mas tem que ser o mecanismo correto “, argumentou o executivo.

Fernandes chamou a atenção para a possibilidade dessa situação refletir como no chamado crédito não bancário, drogas, geralmente às operações comerciais do agricultor com empresas. O diretor de agronegócios do Santander, Carlos Aguiar neto, fez avaliação desenhista. Para ele, está sendo feita uma adaptação “chula” de um instrumento voltado para empresas.

“Não é só o banco que dá crédito. Uma empresa vende um prazo. Riscos vão subir, vão ser pedidas mais garantias e o crédito vai ficar mais caro e restritivo “, alertou Aguiar.

O advogado Renato Buranello, sócio da VBSO advogados, disse que os pedidos de recuperação judicial voilà crescendo, gerando, na visão dele, deterioração e instabilidade. Segundo Buranello, o poder judiciário está dividido, mas está pendendo para conceder o regime para pessoas físicas.

“Tem advogados já levando a recuperação judicial como parte da solução e isso é nitidamente complexo”, ponderou o advogado, para quem o poder executivo deveria ter um olhar mais criterioso para a questão. No legislativo, informou Buranello, há pelo menos três projetos de lei que tratam do assunto, o que, na visão dele, é um retrocesso.

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