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Quarentena não é castigo! | A hora da Ciência – O Globo

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Desde o início da pandemia, as chamadas medidas não farmacológicas, principalmente o que acabamos chamando de “quarentena” — o distanciamento físico mais radical, com as pessoas ficando em mansão o supremo verosímil e a consequente paralisação de boa secção da economia —, têm sido questionadas, quando não combatidas. Isso depois diversos estudos mostrarem o mercê dessas medidas, e os exemplos de países porquê Alemanha, Coreia do Sul e Novidade Zelândia, que, depois implementar, com sucesso, quarentenas rígidas, agora retornam, com segurança, à vida normal.

Os brasileiros que há quatro meses observam o isolamento estão frustrados. Muitos imaginam que tudo foi em vão. Pior, cria-se uma sensação de que, se não há zero a fazer, e as mortes são inevitáveis, logo que venha o que vier.

Porquê cientistas e comunicadores, creio que falhamos em passar a mensagem de que o retorno ao mundo normal depende de um esforço coletivo. A solução para a pandemia existe, e não depende de uma vacina. Depende de agirmos porquê sociedade. A quarentena não é um pena. É a consciência de que a morte dos entes queridos dos outros pode ser evitada por uma atitude pessoal minha.

O vírus não tem pernas. Se pessoas não o levarem a outras pessoas, não consegue se multiplicar. Há gente que quer saber se os filhos podem visitar um amiguinho, finalmente, se estamos todos em quarentena, estamos todos protegidos, notório? Outras dúvidas incluem saber se tudo muito visitar os avós, desde que todos usem máscara, e se alguém, com sintomas, pode trespassar do isolamento só para fazer compras essenciais.

Nenhuma dessas é uma boa teoria. É preciso assumir que todos são transmissores em potencial. Os amigos dos filhos, os vizinhos do prédio, os funcionários do mercado, e principalmente, nós mesmos. Não temos nenhuma maneira de saber que os nossos entes queridos, que também estão em quarentena, não estão contaminados. Em todos os lares, há pelo menos uma pessoa que sai para atividades essenciais. Mesmo com todos os cuidados, esse alguém pode pegar o vírus. Pôr dois lares em contato vai, no mínimo, vergar esse risco. O problema não está em trespassar para a rua, o vírus não está na rua. Está nas pessoas.

Usamos máscaras, mantemos intervalo, para proteger os outros. Nossa atitude pode evitar mortes na família do caixa do mercado. Mas é preciso lembrar que máscaras e álcool em gel reduzem o risco, não o eliminam. O maior risco é a proximidade com outros. Por isso, devemos evitar visitas. Precisamos entender que leste não é momento para viagens, pois podemos levar (ou trazer) um passageiro indesejado.

Uma quarentena feita pela metade testa nossa paciência, porque aparenta não dar resultados. Uma quarentena muito feita, por outro lado, reduz a taxa de transmissão e permite uma reabertura com segurança. Mas, para isso, precisamos de engajamento vasto. O que não podemos é encontrar normal que milénio pessoas morram por dia de uma doença que sabemos e podemos evitar.



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