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Provas incriminam, mas réu por esfaquear jovem até a morte nega crime

Jenenffer de Almeida levou golpes até a morte e foi encontrada no dia 26 de março de 2018

Dênis é julgado nesta quarta-feira (4), em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)

Dênis Henrique do Nascimento, de 33 anos, vulgo “Irmão Ripiado PCC”, senta no banco dos réus nesta quarta-feira (4) pelo assassinato de Jenenffer de Almeida, em março de 2018. O comparsa dele, Douglas Aparecido Cardoso, 33, vulgo “Irmão Baleado”, foi julgado em setembro de 2019, condenado a 16 anos de prisão.

Os dois são acusados de utilizar um instrumento cortante para matar Jenenffer. Segundo as investigações, eles vieram de São Paulo para Campo Grande e vendiam drogas na região do Nova Campo Grande. Jenenffer de Almeida era usuária.

Ao juiz, Dênis contou que morava com Douglas na época do crime, no Jardim Carioca, mas negou participação no homicídio, afirmando que havia se mudado da residência e não conhecia a vítima. No entanto, uma namorada de Douglas, à época dos fatos, presenciou os dois voltando ensanguentados na madrugada em que ocorreu o crime, 26 de março.

Denis diz que não sabe de onde a jovem tirou isso, mas o inquérito policial relata que os investigadores encontraram roupas sujas de sangue no imóvel onde a dupla morava.

O julgamento de Dênis acontece quase três anos depois do amigo Douglas por causa de um recurso. Na data em que Douglas foi julgado, ele também negou a participação no homicídio. No plenário do Tribunal do Júri, em setembro de 2019, contou que Dênis confessou o crime para ele. Por conta disso decidiu sair de casa. Por dois ou três dias dormiu em um hotel e depois se mudou para uma casa no Bairro Jardim Canguru, onde ficou por três meses até ser preso.

Douglas chorou durante quase todo o depoimento. Quando soube que Dênis não seria ouvido e julgado com ele, lamentou e insistiu para que o júri fosse reagendado, afirmando que o colega “iria confessar” todo o crime. Quando questionado sobre detalhes do assassinato, respondeu: “não posso falar mais. Existe uma disciplina no presídio, porque se você dá qualquer nome lá dentro você é cobrado”.

“Irmão Baleado” foi condenado a 16 anos e seis meses de prisão por homicídio qualificado por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

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