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Ciência e tecnologia

Presidente da Fiocruz e Noca da Portela recebem título no centenário da UFRJ; veja a programação

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A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, receberá o título de professora honoris causa. O sambista Noca da Portela terá seu legado pela cultura reconhecido com o título de doutor honoris causa. O G1 conversou com os dois homenageados.

“Vamos homenagear um grande nome da ciência brasileira, presidente de uma instituição como a Fiocruz, que está mostrando toda a sua importância nesta pandemia, e um grande nome da cultura, como Noca da Portela, do nosso samba. As duas homenagens são extremamente simbólicas da importância que a ciência e a cultura têm no nosso país e na nossa sociedade. E hoje mais do que nunca”, destacou Tatiana Roque, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

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A cerimônia de entrega dos títulos faz parte do fechamento das celebrações pelo centenário da universidade.

Antes disso, outros eventos abertos à comunidade acontecem de maneira virtual no canal do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. A homenagem foi decidida último dia 27 através do Conselho Universitário (Consuni)

Noca da Portela receberá o título de doutor honoris causa pela UFRJ — Foto: Divulgação/ Portela

Em entrevista ao G1, o sambista Noca da Portela disse que ficou honrado com o título de doutor honoris causa da universidade justamente em uma data tão especial. Ele contou que já perdeu a conta do número de telefonemas que recebeu dos amigos sobre a honraria.

“Tudo o que a vida me deu foi através do samba. Através dele eu me tornei quem eu sou. Mas jamais pensei em ser doutor”, confidenciou Noca.

A carreira do baluarte da Portela tem números grandiosos. O primeiro samba foi assinado aos 14 anos. A primeira gravação profissional aconteceu aos 20. De lá para cá, são 429 músicas gravadas.

Foram sete vitórias na disputa de sambas-enredo, segundo informações do site oficial da azul e branco. Noca está completando 55 anos de Portela este ano. Ele também foi fundador de outra escola do Grupo Especial do carnaval carioca, a Paraíso do Tuiuti. O sambista foi secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

“Aos 87 anos, quando eu pensei que vou arrumar uma bengalinha, me aposentar, viver em uma cadeira de balanço, vou ter que caminhar mais um pouco para honrar ser o Dr. Noca. Poucos sambistas têm o privilégio de ser chamado de doutor”, disse o músico.

Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, receberá o título de professora honoris causa da UFRJ — Foto: Divulgação/ Peter Ilicciev/ Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz, assim como a UFRJ, também completa uma data especial este ano. São 120 anos de atuação na pesquisa científica e na luta por acesso universal à saúde. Assim como a universidade, está na linha de frente das pesquisas no combate ao coronavírus.

Nísia Trindade, doutora em Sociologia e servidora da Fiocruz desde 1987, sabe bem da importância das instituições.

“Ao completar 100 anos, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que já foi a Universidade do Brasil e que permanece como grande universidade de ciência, de cultura e de pensamento crítico sobre o nosso país, dá mais uma amostra da sua vitalidade nos diversos programas, projetos e na sua atuação firme e fundamental no enfrentamento dessa pandemia que hoje marca intensamente o nosso país”, destacou Nísia ao G1.

Ela reconhece a importância do título de professora honoris causa no centenário da instituição e reconhece o esforço de todos os profissionais que trabalham lá.

“Pela UFRJ passaram muitos estudantes que se tornaram referência nas mais diversas áreas do conhecimento. Na UFRJ lecionaram colegas do mais alto gabarito e também grandes pensadores da realidade brasileira”, disse a presidente da Fiocruz.

As celebrações começaram nesta segunda (7), data dos 100 anos da assinatura da criação da instituição, pelo presidente Epitácio Pessoa. A cerimônia teve o lançamento do documentário “Centenária: a Universidade do Brasil entre duas pandemias”.

A festa on-line continua nesta terça com discussões sobre sustentabilidade, inovação e tecnologia, intervenções artísticas e a importância da integração entre academia e sociedade. A transmissão acontece no canal do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

Programação Especial 100 anos de UFRJ nesta terça

9h40 – Abertura
10h – Museu Nacional Vive
10h40 – Ciência e sustentabilidade: os caminhos para o futuro (CCMN)
11h20 – Intervenções artísticas
11h30 – Referência em inovação e tecnologia no Brasil (CT)
12h10 – Ciência e saúde: rumo aos 300 anos (CCS)
12h50 – Intervenções artísticas
13h – Cem coisas que você não sabia sobre o campus Duque de Caxias da UFRJ
13h40 – A universidade vai para o interior: a história da UFRJ em Macaé
14h20 – Intervenções artísticas
14h30 – Direitos humanos: ontem, hoje e sempre (CFCH)
15h10 – Uma história de luta e muitas mãos na construção dos 100 anos da UFRJ (Adufrj, Sintufrj, DCE, APG, Attufrj)
15h50 – Homenagem a servidores
16h – Integrando academia e sociedade (CCJE)
16h40 – Rio de Janeiro da Primeira República: traços de Heitor de Mello e literatura (CLA)
17h20 – Intervenção artística
17h30 – Debate: a universidade do futuro: a ciência e o mundo pós pandemia
19h30 – Homenagem: ciência e cultura para mudar o Brasil – entrega do título de honoris causa a Noca da Portela e Nísia Trindade, com participação especial de Martinho da Vila.

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Redação

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