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Políticos ainda veem meio ambiente como ‘caixinha isolada’, dizem especialistas em debate no Estadão – Política

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A classe política ainda não se deu conta de que a sustentabilidade deve ser vista de uma forma integrada a todos os outros temas na cidade, de pacto com integrantes da Rede Nossa São Paulo que participaram de um debate da série “Retomada Verdejante” do Estadão.

“Antes da pandemia, já havia uma agenda mostrando caminhos, porquê o Conciliação de Paris, uma novidade agenda urbana, elementos importantes” afirmou Jorge Abrahão, coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis em entrevista aos repórteres Marcelo Godoy e Paula Reverbel. “A pandemia escancara os problemas, mas política ainda não incorporou uma visão integrada, vê o meio-ambiente porquê uma caixinha isolada. A natureza perpassa todas as políticas de uma cidade. Ela se relaciona com tudo que fazemos.”

Ele também falou sobre o projecto de metas lançado no último dia 18 em parceria com a Instalação Tide Setúbal, direcionado aos pré-candidatos a prefeito na cidade de São Paulo. Divididas em três eixos, as propostas buscam atender às necessidades reais da cidade para reduzir o caimento existente entre pobres e ricos na capital de forma sustentável.

“Prefeitos têm a tentação de fazer planos de metas com baixa desejo”, diz Abrahão. “Em São Paulo já foi assim. Digo ‘baixa desejo’ no sentido de que é uma cidade rica, capaz de proceder. Queremos produzir uma régua. A teoria é produzir uma visão de longo prazo, que possamos ver a cidade em 2030.”

Abrahão disse ver rombo tanto à direita quanto à esquerda em relação à taxa virente, mas vê ainda a falta de compreensão de que os temas devem ser centrais nas agendas. “Essa agenda via de regra acaba sendo relegada a um segundo projecto. Não é só você plantar árvores, é também isso. Mas é uma visão que você tem de cidade em vários temas: produção, consumo, mobilidade.”

Assista à live transmitida na quinta, 27

Um dos coordenadores do Grupo de Trabalho Meio Envolvente da Rede Nossa São Paulo e idealizador da Campanha Sou Resíduo Zero, o engenheiro Fernando Beltrame afirmou que a consciência ambiental é também um treino de empatia e de compreensão de uma visão integrada. “As açoes da rede Nossa SP partem da empatia. É importante se colocar na posição de outras pessoas e tomar ações”, disse o engenheiro, que integrou a delegação brasileira que foi à Conferência do Clima da ONU – COP 18, no Qatar. 

“Quando se fala de mudança climática, parece que é só desmatamento, mas isso pode estar ligado a transporte, mobilidade, serviço”, disse Beltrame. “Se você compara a disponibilidade de serviço no meio ou na periferia, a diferença é enorme. Se não trabalha isso, tem a questão do deslocamento, a queima de combustível, emissão de CO2.”

Os eixos de atuação propostos no projecto de metas da Rede Nossa São Paulo são baseados em políticas econômicas, sociais, educacionais, de mobilidade e ambientais. O primeiro deles trata de metas para produzir oportunidades e erigir uma novidade economia. O segundo foi chamado pelos seus criadores de ‘Cuidar e Educar” e, por termo, o terceiro trata da convívio e da aproximação entre os moradores da metrópole. O projecto está disponível no site da entidade.

O debate integra a série de lives do Estadão sobre a Retomada Verdejante, que vai abordar temas porquê mudanças climáticas, políticas, sustentabilidade, cidades e incremento econômico e desigualdade e explicar suas interligações.  



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Redação

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