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Política não é futebol: os cidadãos precisam torcer menos e exigir mais

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Flávio Bolsonaro, Alexandre Campello (presidente do Vasco), Jair Bolsonaro, Rodolfo Landim (presidente do Flamengo) e o diretor de marketing rubro-negro, Alexsander Santos
Flávio Bolsonaro, Alexandre Campello (presidente do Vasco), Jair Bolsonaro, Rodolfo Landim (presidente do Flamengo) e o diretor de marketing rubro-negro, Alexsander Santos. Crédito: Divulgação

Sempre ouvi a máxima de que “política e futebol não se discutem”. Imagino que a razão se deva à paixão e aos debates sempre acalorados quando envolvem esses assuntos. Com a chegada da internet nos anos 90, seguida das redes sociais (Facebook 2004; Twitter 2006; Instagram 2010), todos passaram a ter a possibilidade de se manifestar publicamente. Nos dias atuais, por exemplo, qualquer um pode emitir uma opinião ou responder algo nas redes sociais, às vezes manifestando-se diretamente e publicamente a uma liderança política ou alguém de fama internacional, coisa inimaginável dez anos atrás.

É crescente a polarização de ideias no âmbito das redes sociais, seguida da falta de tolerância mútua entre os usuários quando divergem sobre qualquer assunto. Se de um lado é positiva a oportunidade de as pessoas se manifestarem livremente, de outro, diante da facilidade dos meios digitais, todos opinam sobre tudo, mesmo quando não possuem conhecimento sobre o assunto.

Nesse contexto, há necessidade de distinguir os torcedores dos cidadãos. Os torcedores de futebol sempre irão torcer para o seu time de coração, o que é natural, mesmo quando o time não esteja jogando bem ou quando o técnico não esteja adotando a melhor tática.

De outro lado, não é salutar para uma democracia torcer para determinado presidente da República, governador, prefeito ou partidos políticos em geral, como se fossem times de futebol.

Diferentemente do time, o político tem um compromisso com a Constituição Federal e com as leis. Estão no poder porque foram eleitos pelo povo e suas ações influenciam na vida de todos, pois são os responsáveis pela implementação das políticas públicas que influenciarão o futuro de um país e de milhares de cidadãos, com reflexo na saúde, educação e qualidade de vida de todos os seus habitantes.

Assim, devemos evoluir para que haja conscientização de que não podemos torcer para determinado político cegamente, como se torce para time de futebol, mas sim apoiando-os na boas práticas e, de outro lado, exercendo a cidadania (inclusive no voto) para exigir responsabilidade quando as ações não estiverem de acordo com os interesses comuns do Brasil e da população em geral. Campeonatos temos vários, todos os anos. O futuro é logo ali, e a vida é uma só.

O autor é procurador do Estado do ES e membro da Apes

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