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Interior

Polícia paraguaia faz buscas em celas de suspeitos de mandar matar promotor

Celulares foram apreendidos em investigação para tentar descobrir mandantes da morte de Marcelo Pecci

O promotor Marcelo Pecci foi executado terça-feira em praia da costa colombiana (Foto: ABC Color)
O promotor Marcelo Pecci foi executado terça-feira em praia da costa colombiana (Foto: ABC Color)

Policiais paraguaios fizeram buscas nesta quinta-feira (12) em dois presídios da capital Asunción e um no interior. A vistoria atingiu celas de bandidos considerados suspeitos de terem ordenado a execução do promotor de Justiça Marcelo Pecci, 45.

Chefe da força-tarefa contra o crime organizado, narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo em território paraguaio, Marcelo Pecci foi morto durante lua de mel na praia privada do hotel Decamerón, na província de Barú, em Cartagena das Índias, na costa caribenha da Colômbia.

Ele estava com a esposa, a jornalista Claudia Aguilera, com quem tinha se casado no dia 30 de abril deste ano. Sem avistar autoridades paraguaias e bolivianas, Pecci viajou sem qualquer segurança, como uma pessoa comum.

O comissário Baldomero Jorgge, subcomandante da Polícia Nacional, confirmou que as buscas foram feitas em celas de Tacumbú, maior presídio do Paraguai, e na Agrupación Especializada, quartel usado como presídio de bandidos famosos.

Além das duas unidades na capital, as buscas ocorreram também em presídio do interior, mas a cidade não foi informada. Celulares e tablets usados pelos alvos foram apreendidos e serão periciados.

Além de narcotraficantes colombianos presos no Paraguai, a Polícia Nacional confirmou que um dos alvos foi o brasileiro de origem libanesa Kassem Mohamad Hijazi, preso em agosto do ano passado em Ciudad del Este, separada pela Ponte da Amizade de Foz do Iguaçu (PR). Ele comandava poderoso esquema de lavagem de dinheiro na Tríplice Fronteira.

Morto com três tiros – Marcelo Pecci e a esposa reuniam os pertences para deixar a praia e voltar ao hotel quando o pistoleiro chegou ao local levado por outro homem em um jet-ski. Localizada na península de Barú, a praia só tem acesso pelo mar.

Armado com uma pistola 9 milímetros, o matador se aproximou e disparou três tiros no promotor – um no rosto e dois no peito. Depois subiu na moto aquática e deixou o local. A ação durou menos de 15 minutos.

 A polícia colombiana informou que um terceiro envolvido, que seria o “olheiro” dos pistoleiros, monitorava os passos do promotor no hotel. Até agora não há pista dos assassinos. O corpo de Marcelo Pecci deve chegar sábado (14) ao Paraguai.

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