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“Pernas Solidárias” projeto voluntário que leva inclusão e emoção aos deficientes físicos

O projeto “Pernas Solidárias”, é composto por um grupo de cinco amigos que se comoveram com a causa de poder tornar a linha de chegada que para muitos é comum, algo especial para aqueles que não podem correr com as próprias pernas.

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Cruzar a linha de chegada é o objetivo de dez a cada dez corredores que se inscrevem em uma prova. Não importa se é um atleta profissional ou amador, a sensação de concluir o percurso é indescritível. Mas, e, se você pudesse “emprestar” as suas pernas para que alguém tivesse a mesma sensação, você faria?

É isto que propõe o projeto Pernas Solidárias, por intermédio do André Luis Anastácio de Oliveira, administrador de empresas, que se sensibilizou com a causa e quis trazer a ideia para o Estado de Mato Grosso do Sul.

Danielle Guimarães David, 40 anos, advogada, atualmente servidora pública, trabalhando na Assembleia Legislativa do MS, também é uma das integrantes do projeto no Estado e em conversa com o Nota Diária, contou como conheceu e encampou a ideia do “Pernas Solidárias”, em Campo Grande.

“A vontade do André de fazer o projeto acontecer foi crescendo, então em um certo dia enviou um vídeo via WhatsApp para o maior número de pessoas de seu convívio e confiança para participar”. E então, ele aguardava ansioso pelo retorno dos amigos, disse Danielle.

Os dias foram passando e apenas cinco pessoas ‘toparam’ participar dessa “linda aventura de espalhar o amor e proporcionar muitas emoções a aqueles que por desígnios da vida não tem a oportunidade de fazê-lo”, como define a advogada.

Então, o projeto “Pernas Solidárias Campo Grande, é composto por ativistas que torcem para que o projeto continue em constante crescimento e que as barreiras que possam encontrar no caminho não sejam obstáculos para desistirem dos sonhos daqueles que não podem correr sem a sua ajuda, o que também se tornou o sonho de cada integrante.

“Nosso maior objetivo é que se sintam inseridos, que saibam que podem contar conosco e que somos todos iguais, que o que sobra em nós pode servir para eles e que, o que falta em nós, eles têm muito para doar”, com muito carinho, expressou.

O PROJETO

O projeto teve início em Joinville, no Estado de Santa Catarina, surgiu a partir da ligação de dois primos: o corredor de rua Cleiton Luiz Tamazzia e o cadeirante Rodrigo Tamazzia. Cleiton começou a participar de corridas como forma de retomar a forma física, e com o tempo vieram os pódios e os troféus e a primeira pessoa para quem ele enviava as fotos era o primo, que vibrava como se a conquista fosse dele.

De acordo com informações, Rodrigo perguntou ao primo: “vamos correr juntos? ”, logo Cleiton perguntou se ele estava ficando louco, mas rebateu dizendo, “eu empurro sua cadeira”, e foi onde tudo começou, ano de 2015.

O Pernas Solidárias é um projeto voluntário, sem fins lucrativos, e que visa promover a inclusão de crianças, adolescentes e adultos com alguma deficiência física no apaixonante esporte da corrida.

O PROJETO “PERNAS SOLIDÁRIAS CAMPO GRANDE”

“O projeto apareceu em nossas vidas em um momento muito oportuno, todos estávamos passando por problemas pessoais, e buscando um propósito maior para viver e acreditar que a vida é linda e cheia de oportunidades para construirmos um futuro de muita felicidade, então foi assim que nasceu o Projeto Pernas Solidárias Campo Grande. Juntamente com André, Jéssica Lara Gomes, vendedora comerciante, Minéia de Lima, educadora física e Tayene Noara Santana, jornalista, então decidimos que iríamos emprestar nossas pernas para aqueles que não tem ou não podem usar as suas próprias”, finalizou.

“O esporte em Campo Grande visa melhorar a qualidade de vida dos condutores, pessoas com deficiência, familiares e de todos que, de alguma forma, se sintam envolvidos no projeto”, explica Danielle.

É necessário muito foco, disciplina, respeito e trabalho em equipe para que o objetivo seja atingido com sucesso. Por meio das corridas os voluntários condutores e pessoas com deficiência poderão interagir e através deste contato reunir os familiares para este imenso ‘ciclo de amor’ que é este esporte. “Trazer este projeto para CG, é uma oportunidade de ver a vida de um ângulo diferente, sabemos que pessoas com deficiência e seus familiares lidam com inúmeras dificuldades e muitas vezes enfrentam a depressão ou mesmo a rejeição, fazendo com que por vezes atrapalhe ou mesmo afaste essas pessoas do convívio social”, disse.

O Projeto consiste em participar de corridas de rua conduzindo essas pessoas em triciclos adaptados para corrida inserindo-as na prática esportiva, com o objetivo de levar entretenimento para as pessoas portadoras de deficiência física e também proporcionar aos atletas voluntários algo mais especial do que simplesmente cruzar a linha de chegada.

O “Pernas Solidárias”, tem como intuito de melhoria da qualidade de vida dos atletas voluntários e dos atletas cadeirantes, garantir diversão para a família que torce pelo seu integrante, proporcionar o envolvimento e o comprometimento de pessoas com a causa e também combater o sedentarismo e doenças que nos dias de hoje atingem a todas as faixas etárias.

Contudo, o mais impactante de todos os resultados é realmente o sorriso, a alegria, o amor e o envolvimento das pessoas após cada prova realizada. Famílias estão se unindo, estranhos se abraçando, se emocionando e compartilhando o sentimento mais nobre que há dentro de nós: o “Amor”, expressou gratidão pelo trabalho desenvolvido.

“E é disso que vive o Projeto. Dessa vontade de espalhar o amor, da vontade de nos superarmos dia a dia, de saber que com apenas boa vontade e gentileza podemos fazer toda a diferença na vida de alguém!”, finalizou.

Assim é a família “Pernas Solidárias”.

Qualquer pessoa que não possa por si só correr é candidato ao Projeto, e qualquer pessoa que esteja apto a correr pode ser um colaborador auxiliando nas corridas.

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