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Pangolins parecem ter vantagem evolutiva contra o novo coronavírus

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Pangolins parecem ter vantagem evolutiva contra novo coronavírus (Foto: Wikimedia commons)

Pangolins parecem ter vantagem evolutiva contra novo coronavírus (Foto: Wikimedia commons)

Quando um patógeno entra no nosso corpo, nosso sistema imunológico produz uma resposta com o intuito de combater este intruso. Entretanto, no caso do novo coronavírus, a resposta imune do nosso organismo é tão exagerada que pode causar mais danos do que benefícios.

Já em outros animais, como os pangolins, o sistema imunológico reage de forma diferente à presença do vírus Sars-CoV-2, pois eles não têm dois genes que nós temos — e isto é, aparentemente, uma vantagem evolutiva. É por isso que os especialistas suspeitam que o mamífero, consumido como iguaria em alguns países asiáticos, tenha sido um vetor de transmissão que permitiu o “salto” do novo coronavírus do animal para os seres humanos. 

Tendo isso em vista, um grupo de pesquisadores da Universidade de Viena, na Áustria, resolveu estudar o sistema imunológico dos pangolins com a esperança de ter insights sobre possíveis tratamentos para a Covid-19. Os desdobramentos do estudo foram publicados nesta sexta-feira (08) no periódico Frontiers in Immunology.

“Nosso trabalho mostra que os pangolins sobreviveram por milhões de anos de evolução sem um tipo de defesa antiviral usada por todos os outros mamíferos”, afirmou o coautor do estudo Leopold Eckhart, em declaração à imprensa. De acordo com ele, a pesquisa indica que é justamente a ausência desses genes que diminui a intensidade da resposta imunológica ao Sars-CoV-2 — o que, nesse caso, é uma vantagem.

Os cientistas ressaltam, entretanto, que o estudo não investigou o impacto dessas diferenças genéticas na resposta antiviral. Por isso, os pesqusiadores ainda não entendem como exatamente os pangolins sobrevivem ao novo coronavírus, e sabem apenas que a falta desses dois genes podem ter algo a ver com a resistência do mamífero ao microrganismo.

Ainda assim, a equipe acredita que seu achado pode ajudar na investigação de tratamentos para a Covid-19. Os autores do estudo sugerem, por exemplo, que a supressão farmacêutica desses dois genes pode ser uma alternativa. “O principal desafio é reduzir a resposta ao patógeno, mantendo um controle suficiente do vírus”, explicou Eckhart. “Um sistema imunológico superativado poderia ser moderado reduzindo a intensidade ou alterando o tempo da reação de defesa [do corpo, por exemplo].”

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Redação

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