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Polícia

Operação Ícaro é destaque em revista internacional de aviação

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Era ainda o ano de 2015 quando a Delegacia Especializada de Combate ao Transgressão Organizado (DECO) recebeu a missão de investigar o provável rapina de peças aeronáuticas de uma oficina credenciada a realizar serviços de manutenção em aeronaves. Foi nesta idade que nasceu a Operação Ícaro, em seguida, a equipe especializada na repressão de crimes aeronáuticos batizada com o mesmo nome.

O trabalho altamente e especializado e pioneiro desenvolvido desde logo pela Equipe Ícaro, na DECO, ganhou destaque na última edição da Revista Flap internacional, a mais importante revista de aviação da América Latina e com presença confirmada nas principais feiras aéreas e eventos aeronáuticos do mundo.

Em sua publicação, Gerson Sintoni destacou que a força-tarefa da polícia sul-mato-grossense jogou luz sobre um problema grave da aviação social, a Maca – {sigla} usada para Manutenção Aviação Clandestina – e seguiu com elogios ao trabalho pioneiro que a Polícia Social do Mato Grosso do Sul vem realizando na espaço. “Muitos no mercado costumam confrontar, guardadas as proporções, os efeitos da Operação Ícaro sobre a Maca aos da Operação Lava-Jato sobre os esquemas de devassidão que assaltaram os cofres públicos nacionais”, ressaltou a publicação.

Não é para menos, durante seus anos de atuação, a Operação Ícaro já passou por várias fases, realizou a mortificação de dezenas de aeronaves em diversos estados da federação e prestou auxílio a outras polícia judiciárias em investigações tanto de crimes envolvendo a rede clandestina de serviços de manutenção quando em acidentes envolvendo aeronaves civis de pequeno porte – nos demais casos, a investigação é de atribuição da Polícia Federalista.

A operação foi batizada de Ícaro em referência ao personagem de mesmo nome da mitologia grega. Ícaro foi presenteado com um par de asas de cera, mas foi informado que não poderia voar superior, pois o sol as derreteria. Entusiasmado com a possibilidade de voar até perto do sol, Ícaro perdeu as asas e caiu.

A desculpa da queda do personagem helênico se assimila às causas que levam a queda de dezenas de aeronaves civis brasileiras, que é a exposição a transe dos aviões de pequeno porte, seja em razão da lapso na manutenção dos serviços, quando realizados por oficinas não credenciadas pela Anac, seja pela reutilização de peças já descartadas posteriormente terem sido condenadas em virtude de danos.  

Foi visando investigar e reprimir levante tipo de ação – tipificada pelo Código Penal em seu cláusula 261 – que a Equipe Ícaro se especializou e hoje é referência pátrio em investigações do gênero. “A equipe que se aventurou nessa primeira atividade acabou vendo a preço de investir neste tipo de investigação”, explicou Ana Claudia Medina, delegada titular da DECO. A Especializada já contava com um piloto com noções de mecânica e manutenção de aeronaves. O investigador Roberto Medina Rebento foi também habilitado a conduzir investigação de acidentes aeronáuticos pelo Cenipa – Meio de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.

A delegada também sentiu a premência de se especificar. “Senti que precisava aprofundar meus conhecimentos jurídicos para a transporte de investigações que envolvem a repressão qualificada de crimes aeronáuticos. Fiquei duas semanas no Cenipa me dedicando a isso”, lembrou Medida. Outro membro importante da equipe é o perito criminal. Domingos Sávio Ribas tem matrícula Sipaer para prevenção de acidentes aeronáuticos.

“Uma vez que nossa atuação se destacou, passamos a ser requisitados em outros estados. Auxiliamos investigações em Rondônia e no Paraná”, lembrou a delegada. A Equipe Ícaro também é reconhecida na comunidade aviação, trabalha parceria com a Anac e já ministrou palestras em vários eventos sobre a preço da repressão de crimes aeronáuticos na preservação de vidas.

Posteriormente diversas fases, a Operação Icaro atingiu outros patamares para além das investigações relacionadas à Maca. Em 2018, a DECO desencadeou a tempo Narcos e as investigações relacionadas à lapso de manutenção dos serviços atingiu o setor aeronáutico que auxilia no tráfico de drogas, não somente no transporte do estupefaciente, uma vez que também na modificação de aeronaves para possibilitar esse transporte. Foi durante esta tempo da operação que a DECO representou e efetuar a primeira prisão preventiva por atentado a segurança de voo no Brasil.

“A divulgação da operação Ícaro de forma mundial feita pela Revista Flap Internacional consolida o reconhecimento de um trabalho sério e que vem colhendo resultados efetuado de forma pioneira no país pela Polícia Social do Mato Grosso do Sul”, concluiu Medina.

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Redação

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