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O underdog Heat consegue tirar o título do favorito Lakers?

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Miami não chega às finais da NBA desde 2014, Los Angeles não sabe o que é uma final desde o último título, em 2010, e a partir desta quarta-feira (30) os dois lutam pelo Larry O’Brien

De um lado, a franquia que colocou os pés na quadra no primeiro jogo da temporada já como favorita ao título. Do outro, uma equipe completamente desacreditada, que precisou se provar durante o ano inteiro.

Los Angeles Lakers e Miami Heat prometem final equilibrada a partir desta quarta-feira (30) – Foto: NBA/Divulgação

Em uma temporada atípica, marcada por uma pandemia, paralisações, protestos raciais e sociais, uma bolha bilionária e muito equilíbrio, o Miami Heat chega às finais da NBA como o underdog que precisa, mais uma vez, queimar a língua de quase todos.

Depois de uma temporada que os playoffs escaparam por pouco para as duas franquias – Lakers e Heat terminaram a temporada passada em 10º de suas conferências – os dois times entraram com expectativas diferentes e o retrospecto faz o torcedor Angelino sorrir antes mesmo de a bola subir. Dois encontros, duas vitórias para a equipe de Los Angeles, mas em Miami a conversa vai além de retrospecto ou de expectativas de terceiros. Jimmy Butler, o líder de uma equipe equilibrada costuma dizer, em suas entrevistas, algo que resume bem esse Heat: nós podemos vencer qualquer um e não nos importamos com o que pensem de nós.

Um a um os adversários foram caindo aos pés de um time coeso, equilibrado e com uma defesa consistente. Pacers, Bucks, Celtics… todos ficaram pelo caminho. Todos derrotados pelo 5º colocado da temporada regular, argumento utilizado para desmerecer o forte time de Miami, mas como diz Butler, eles não simplesmente não se importam. Entram, dão duro e vencem.

Lakers tem vantagem no retrospecto dessa temporada, mas Heat cresceu nos playoffs e tem um elenco equilibrado e coeso e pode “surpreender” novamente – Foto: NBA/Divulgação

O caminho de Los Angeles foi muito mais cheio de flores do que espinhos. Melhor campanha da temporada regular, vitórias por 4 a 1 sobre Portland, Rockets e Nuggets e a certeza de que a capa de favorito caiu muito bem. A equipe carregada por LeBron James e Anthony Davis chega com moral às finais após 10 anos sem sentir o gostinho de disputar o título. A última aparição na final foi também o último título da nação purple and gold e quem estava lá era Kobe Bryant. O nome, a lenda, a motivação extra que conduz a equipe de Frank Vogel.

Depois de vencer a conferência Oeste, a imagem de LeBron James sentado na quadra, pensativo, remeteu à famosa frase de Black Mamba “o trabalho ainda não está terminado”. E não está. James prometeu e está a um passo de cumprir: levar o Lakers novamente ao título.

E por falar em título, há muitos personagens que conhecem muito bem o caminho até o pote de ouro no fim do arco-íris. LeBron James não é chamado de King à toa e não vamos ser repetitivos aqui e falar o quão pesado é o nome dele para o basquete, para a NBA, para a história. Nas costas do camisa 23, 10 finais, nove delas nos últimos 10 anos.  Iguodala não fica muito atrás. O veterano chega para sua sexta final consecutiva. No banco, não pesa apenas a inteligência e versatilidade de Spoelstra. O técnico de Miami vai empilhar a quinta final e, na conta, três títulos – um deles como assistente de Pat Rilley.

Bam Adebayo é uma das principais armas do Miami Heat enquanto Dwight Howard é um dos coadjuvantes mais importantes do Lakers – Foto: NBA/Divulgação

Mas, estatística e anéis passados não ganham título e, neste confronto, as duas equipes precisam frear os pontos fortes do adversário para comemorar o título na bolha. Para Spoelstra, o desafio é fechar o garrafão e afastar LeBron James o máximo possível de seu aro. A pontuação no garrafão é o carro-chefe do Lakers e é das mãos do King que saem metade desses pontos.

Se a equipe angelina não encontrou dificuldades até aqui, agora se depara com uma defesa consistente e que tem, ainda, peças que se destacam nesse quesito, como Bam Adebayo, que se aproveita ainda mais da defesa por zona para proteger ainda mais o aro. Porém, se engana quem pensa que só de Bam Bam é feita a defesa do Heat. Jae Crowder, Jimmy Butler e Andre Iguodala formam uma defesa forte, física e consistente, defesa essa que, até agora, o Lakers não enfrentou.

LeBron James e Anthony Davis, melhor dupla da NBA, tem a missão de levar o Lakers ao título 10 anos após a última conquista – Foto: NBA/Divulgação

Os angelinos tiveram uma grata surpresa nos playoffs. Alvo de críticas e desconfiança durante toda a temporada, os coadjuvantes do Lakers assumiram, no momento certo, a responsabilidade de colaborar e subsidiar as ações das duas estrelas. Rajon Rondo, Kentavious Cadwell-Pope, Dwight Howard, Dion Waters, Alex Caruso e Danny Green têm tido alternado atuações importantes, liberando espaço de quadra e ação para LeBron e AD. Kyle Kuzma é a decepção e o jovem, que muitos esperavam ser a terceira estrela angelina, não atendeu às expectativas.

Além do ponto de desequilíbrio na melhor dupla da NBA, o Lakers precisa contar com atuações consistentes do seu elenco para enfrentar uma equipe tão coesa, equilibrada e consistente como a do Miami Heat e, além disso, conseguir furar a defesa de zona dos comandados de Erik Spoelstra pode abrir caminho para o título que não vem há uma década.

Considerado uma surpresa na final que, muitos já haviam colocado o Bucks, o Heat chega, mais uma vez, como underdog, mas para quem já derrotou o favorito do Leste e o maior campeão da NBA, não custa nada tirar o doce das mãos do Lakers.

Além da liderança dentro e fora de quadra de Jimmy Butler, o Heat tem um elenco equilibrado e faz disso sua principal arma. A pontuação é equilibrada e essa consistência oferece a Spoelstra um leque de opções nas ações ofensivas. Além da força física de Bam Adebayo, o Heat tem shooters potentes, um deles, o calouro que destruiu os sonhos da torcida celta.

Calouro, Tyler Herro destruiu os sonhos da torcida celta e levou o Heat às finais – Foto: NBA/Divulgação

Tyler Herro foi o nome de Miami nas finais de conferência e, com apenas 20 anos, tem tudo para cravar o nome na história. Além dele, Duncan Robinson é um dos melhores arremessadores da equipe. Outro ponto de equilíbrio e “desafogo” é Goran Dragic, que cadencia as ações da franquia de Miami.

Considerado por muitos uma surpresa, o Heat mostrou o melhor e mais coletivo basquete na bolha, mas o desafio agora é passar por ninguém mais, ninguém menos que LeBron James que tem a “fama” de carregar, como um trator, seus times aos títulos.

A pergunta que fica é: o Heat conseguirá superar a força de um LeBron motivado e com ânsia de dar esse título ao Lakers e honrar o nome de Kobe Bryant? De outro lado: o Lakers pode confiar em seu elenco para superar uma equipe com diversas opções e com um treinador que sabe ajustar seu jogo?

As respostas começam a ser escritas a partir da noite desta quarta-feira e, com sorte, só saberemos no dia 12 de outubro ao final de um jogo 7, afinal, todos merecem uma série longa antes do hiato que deve durar até o distante mês de janeiro.

Palpites ND Esportes

Drika Evarini: Los Angeles Lakers 3 x 4 Miami Heat

Diogo de Souza: Los Angeles Lakers 4 x 3 Miami Heat

Ian Sell: Los Angeles Lakers 3 x 4 Miami Heat

Marcos Jordão: Los Angeles Lakers 2 x 4 Miami Heat

Agenda de jogos

Jogo 1: Quarta-feira, 30/9, Lakers x Heat, 22h

Jogo 2: Sexta-feira, 2/10, Lakers x Heat, 22h

Jogo 3: Domingo, 4/10, Heat x Lakers, 20h30

Jogo 4: Terça, 6/10, Heat x Lakers, 22h

Jogo 5*: Sexta, 9/10, Lakers x Heat, 22h

Jogo 6*: Domingo, 11/10, Heat x Lakers, 20h30

Jogo 7*: Terça, 13/10, Lakers x Heat, 22h

*Jogos acontecem se necessário



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Redação

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