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Ciência e tecnologia

O Dia D da Covid-19 | A hora da Ciência – O Globo

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Paciente da Covid-19 é levado para unidade de terapia intensiva (UTI) por profissionais da saúde em hospital de Aulnay-sous-Bois, próximo a Paris, na França

O Dia D é um termo utilizado frequentemente para denotar o dia em que um ataque ou uma operação de combate devem ser iniciados. O Dia D ocorreu num momento decisivo da Segunda Guerra Mundial, quando os aliados ocidentais desembarcaram na Normandia, França, dando início ao fim do conflito.

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Estamos em um momento decisivo da guerra contra a Covid-19: encontram-se os profissionais de saúde enfraquecidos, deprimidos, ante a impossibilidade de salvar pessoas. A população segue sem entender o futuro que a espera. No momento, é necessário organizar a tropa, mostrar que há futuro e que tudo dará certo!

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Sem vacinas, testes diagnósticos confiáveis e uma terapia efetiva para conter o número exponencial de mortos, temos que nos reorganizar. Quando o dia D ocorrerá? Para tal, com base na ciência, é fundamental: 1. isolamento social rígido; ficar no meio do caminho só aumenta a letalidade e retarda a volta da economia.

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De onde vem a ideia de que o Brasil seria diferente da China e Itália. Sei que muitos pensam que “Deus e brasileiro”, no momento, porém, Ele precisa de ajuda. O vírus não pode ser visto a olho nu; no entanto, ele existe e pode matar; 2. estabelecer terapia com base no exame clínico, laboratorial e de imagem, bem como em artigos científicos.

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Por que inventar a roda, se países que estão à nossa frente, em relação a essa pandemia, já relataram quais condutas não dão certo? Por que repetir o erro? Neste momento, tudo é novo! Não há a famosa frase “na minha experiência”. Essa doença se manifesta de múltiplas formas. A Covid-19 não é doença que acomete somente o pulmão, agride, também, outros órgãos.

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Por isso, torna-se imperioso que diversas especialidades médicas trabalhem em conjunto: pneumologistas, intensivistas, cardiologistas, neurologistas, nefrologistas, dentre outros, com o suporte da enfermagem.

A fisioterapia é fundamental, não somente para auxiliar na retirada do paciente do ventilador mecânico, como também melhorar o tônus muscular, já que foi constatado a presença do vírus em diversos músculos esqueléticos, inclusive os músculos respiratórios, contribuindo para a fadiga muscular frequente nos pacientes com Covid-19.

Sejamos humildes! Retornemos ao tempo em que ouvir e examinar o paciente se tornavam tarefa obrigatória. Hipócrates já dizia: “há verdadeiramente duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A ciência consiste em saber; em crer que se sabe reside a ignorância”; 3. acreditar nos estudos clínicos que vêm sendo realizados no Brasil e no mundo.

A ciência brasileira, quando solicitada a atuar, é excelente e sempre solidária. Ficou durante anos sucateada e desacreditada, mas jamais desiste! Quando solicitada, trabalha, incessantemente, para resolver o problema. Assim foi na Zika, e assim está sendo na Covid-19. Confie nos cientistas brasileiros! Eles jamais abandonam a população.



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Redação

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