Ciência e tecnologia

O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (16/06/2020)

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Chegou o dia da semana em que o Canaltech resume as principais notícias científicas dos últimos dias, em privativo nas áreas da saúde e da astronomia. Assim, você que gosta de permanecer muito informado, mas tem pouco tempo para ler o noticiário no dia a dia, fica por dentro de tudo o que importa — e em poucos minutos de leitura!

Nave da Boeing vai à ISS em novembro

(Imagem: Boeing)

Depois de não conseguir chegar a seu orientação em dezembro de 2019, a nave Starliner, da Boeing, tentará mais uma vez inferir a Estação Espacial Internacional (ISS) em um voo não tripulado, previsto para novembro deste ano. A empresa faz segmento do programa da NASA que selecionou companhias privadas para desenvolverem novas espaçonaves tripuláveis capazes de transportar astronautas norte-americanos à ISS — a outra empresa é a SpaceX com sua nave Crew Dragon, que levou dois astronautas estadunidenses à estação orbital no final de maio.

A Boeing, portanto, tem uma novidade chance de provar que sua tecnologia funciona e é segura para tal. Caso levante próximo voo sem pessoas a bordo seja um sucesso, um voo tripulado de teste acontecerá em abril de 2021.

E por falar nos astronautas que voaram com a Crew Dragon…

(Foto: NASA)

Até poucos dias detrás, ainda não se sabia quanto tempo os astronautas Doug Hurley e Bob Behnken ficariam na ISS. Na verdade, a data exata desse retorno ainda não foi marcada, mas a NASA revelou que isso deve intercorrer entre o termo de julho e o início de agosto.

A dupla se envolverá em caminhadas espaciais do lado de fora da ISS para substituir baterias que alimentam a estação. Somente depois de essas tarefas serem executadas com sucesso é que os astronautas serão liberados para voltarem à Terreno. Vale ressaltar que a Crew Dragon foi certificada para permanecer no espaço por até quatro meses, tempo em que há a garantia de preservação de suas matrizes solares, que geram robustez para seu funcionamento.

Lançamento do telescópio James Webb prorrogado mais uma vez

O telescópio espacial James Webb deveria ter sido lançado há quase uma dez. A última previsão para que isso acontecesse era março de 2021, mas a NASA precisou postergar seu lançamento mais uma vez — agora, por conta da pandemia de COVID-19. Thomas Zurbuchen, encarregado de programas científicos da escritório espacial, foi enfático ao expor que “absolutamente nós não lançaremos [o telescópio] em março” do próximo ano. Ele também explicou que “a equipe fez de tudo na maior velocidade provável, mas nós perdemos tempo. Não era provável trabalhar em dois turnos por razão da pandemia, pois nem todo mundo estava disponível. Existiam casos positivos cá e ali e, portanto, só era provável trabalhar em um vez”.

O desenvolvimento do James Webb já envolveu aproximadamente US$ 10 bilhões, sendo levante o sucessor do Hubble, que recentemente completou 30 anos de atividade. Ele será o principal observatório mundial de ciências espaciais da próxima dez, com potencial de resolver muito mais mistérios do Sistema Solar e desvendar mundos distantes ao volta de outras estrelas — muito mais do que o já reformado Kepler foi capaz de fazer.

Período beta do projeto Starlink começa em breve

(Foto: SpaceX)

Em seguida o lançamento mais recente de satélites Starlink, que aconteceu no sábado (13), a SpaceX revelou que a oferta do serviço de internet filarmónica larga de subida velocidade e baixa latência começará em breve em temporada beta. Testes privados começarão no final deste verão norte-americano, ou seja, no termo do nosso inverno, com os testes públicos sendo iniciados pouco tempo depois.

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A partir de agora, você acompanha as principais informações sobre a pandemia do novo coronavírus.

Contaminação pode ter começado antes de dezembro

(Foto: Eugene Hoshiko/AP Photo)

Estima-se que a disseminação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) tenha começado na China em dezembro de 2019, mas, segundo uma novidade pesquisa, isso pode ter sucedido meses antes — em agosto, na verdade.

Para chegar a essa desenlace, os pesquisadores fizeram análises de dados obtidos por satélites mostrando estacionamentos próximos de hospitais da cidade de Wuhan, comparando-os com dados do Baidu (o principal mecanismo de procura usado na China) envolvendo pesquisas por sintomas uma vez que “tosse” ou “diarreia”. Além do aumento das buscas online por esses sintomas, houve um prolongamento considerável no tráfico hospitalar em agosto do ano pretérito, quatro meses antes de o vírus principiar a ser relacionado ao mercado de frutos do mar de Wuhan, dando os primeiros passos para a pandemia.

Segundo os pesquisadores, o aumento aconteceu em pesquisas sobre diarreia, o que não havia sido constatado em surtos de gripe anteriores. Portanto, isso indica um sintoma muito específico da COVID-19 que, hoje, não é mais novidade. Todavia, a pesquisa ainda precisa ser revisada, seguindo padrões do processo científico, para ser validada. Enquanto isso, não há uma vez que declarar que o vírus realmente surgiu em agosto de 2019.

Vacina em spray nasal sendo testada pela USP

(Foto: reprodução/ Governo de São Paulo)

A Universidade de São Paulo (USP) está testando uma vacina contra a COVID-19 que é aplicada através de um spray nasal. A equipe desenvolveu uma nanopartícula capaz de carregar uma proteína identificadora do novo coronavírus. Com a vacina sendo aplicada nas narinas do paciente, seu organização se torna capaz de produzir anticorpos contra o coronavírus a partir da ação dessas nanopartículas — isto é, caso a vacina se mostre efetiva.

Além de inibir a ingresso do patógeno nas células, a vacina também deve ser capaz de impedir a colonização deles no sítio da emprego. Essa nanopartícula possui uma propriedade que é muco-adesiva e permite que o material permaneça nas narinas dos pacientes de 3 a 4 horas, até ser completamente absorvido pelo organização e ativar a resposta imune. Isso impede que o antígeno seja expelido do organização do paciente através de espirros.

Os protótipos da vacina em spray nasal devem permanecer prontos em três meses, quando testes em camundongos serão iniciados. Os pesquisadores estimam que, caso a vacina seja realmente eficiente e chegue ao mercado, o resultado será repassado ao público a um dispêndio de R$ 100.

Instituto Butantan participará de produção de vacina com laboratório chinês

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou que o Instituto Butantan será parceiro de um laboratório chinês para a produção de uma vacina contra COVID-19 que já está em temporada final de testes. A chinesa Sinovach Biotech obteve autorização para principiar testes em humanos em abril, e estudos indicam que a vacina estará disponível no primeiro semestre de 2021.

FDA suspende tratamento com hidroxicloroquina contra COVID-19

O órgão estadunidense equivalente à Anvisa do Brasil decidiu suspender o uso de hidroxicloroquina e cloroquina para o tratamento de COVID-19 no país. O FDA alega que não é mais razoável confiar que o resultado possa ser efetivo tanto no tratamento quanto na prevenção da doença, e explica não ser mais provável considerar que os potenciais benefícios do remédio superam os possíveis riscos do seu uso.

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