Saúde

Leishmaniose mata maquiador de 32 anos em Campo Grande

O tratamento teve início e o maquiador chegou a receber alta do CTI para o quarto, no último dia 25 de junho

O maquiador Josimar Pereira, de 32 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (4) após dois meses de luta contra a leishmaniose visceral. Ele estava internado no Hospital El Kadri e não resistiu à doença transmitida pelo mosquito-palha. Em 2017, sete pessoas morreram em Mato Grosso do Sul, duas delas em Campo Grande.

Os sintomas da doença iniciaram no começo de maio. No próprio perfil do Facebook, Josimar anunciou que dores e tosse já duravam três semanas. A internação veio logo após o diagnóstico da doença, no dia 4 de junho.

O tratamento teve início e o maquiador chegou a receber alta do CTI para o quarto, no último dia 25 de junho, no entanto, não resistiu à doença e morreu nesta madrugada. O velório acontece no Memorial Park.

De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), só em 2018 foram registrados 69 notificações da doença, 21 em janeiro, sete em fevereiro, nove em março, 19 em abril, 11 em maio e duas em junho. O boletim municipal ainda é finalizado, já que o balanço é feito semestralmente.

O último informe epidemiológico da SES (Secretaria Estadual de Saúde), divulgado no dia 4 de janeiro de 2018, aponta 58 notificações da doença em Campo Grande e 125 no Estado. O documento confirma ainda sete mortes em 2017, sendo duas em Campo Grande, duas em Corumbá, e uma em Dourados, Ladário e Três Lagoas.

A doença – Quando o assunto é leishmaniose, durante muito tempo os cães foram considerados vilões, por serem hospedeiros do mosquito transmissor da doença. Mas o grande influenciador no aumento ou diminuição dos casos da doença é, na verdade, o clima e suas mudanças.

Soa clichê, mas as duas únicas formas das pessoas conseguirem impedir a leishmaniose visceral humana é barrar a criação do mosquito ou cuidar para não ser picado, neste caso, com o uso de repelente. A doença não é transmitida pelo cachorro, mas pela fêmea de um flebotomíneo – o mosquito-palha.

Ele tem características que o assemelha aos mosquitos comuns, mas suas larvas se desenvolvem no solo úmido e em matéria orgânica, ou seja, não precisa de reservatórios de água, como os mosquitos comuns.

No Brasil apenas duas espécies têm importância em saúde pública: Lutzomyia longipalpis, que pode ser encontrado em todo País; e Lutzomyia cruzi, restrito a Mato Grosso do Sul.

O tratamento clássico é feito com Alopurinol.

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Gabriela Rufino

Jornalista 📰💻 Acadêmica de História 📚 @willsince94 💑
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