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Ngonda culpabilizado pela letargia da FNLA | Política | Jornal de Angola – Online

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Bernardino Manje

Ndonda Nzinga, membro do Comité Central da FNLA eleito no IV Congresso Ordinário, realizado em Fevereiro de 2015, teme pelo desaparecimento do partido e atribui culpas ao presidente e ao secretário-geral da formação política criada por Holden Roberto.

Lucas Ngonda continua a não conseguir reunir o Comité Central
Fotografia: Contreiras Pipa

Até agora, a FNLA não consegue reunir o Comité Central, que, entre outros assuntos, deve convocar o quinto Congresso Ordinário, inicialmente previsto para Dezembro do ano passado e posteriormente adiado por falta de . A reunião deve, igualmente, apreciar e ratificar o pacto de unidade no partido.

Formação menos representada no Parlamento, com apenas um deputado, a FNLA tinha agendado, para os dias 14 e 15 de Fevereiro a primeira reunião extraordinária do Comité Central, mas foi adiada para os dias 7 e 8 do mês em curso, “por falta de quórum”. Entretanto, no último fim-de-semana, a reunião também não chegou a acontecer pelos mesmos motivos.
Contactado, ontem, pelo Jornal de Angola, Ndonda Nzinga informou que, no último fim-de-semana, apenas 106 militantes estiveram presentes no complexo do partido, em Viana, quando o órgão é composto por 411 membros. O mínimo exigido para uma reunião do Comité Central é a presença de 50%+1 de membros.
Antigo secretário para a Informação da FNLA, Ndonda Nzinga justifica as constantes faltas de quórum com o descontentamento da maior parte dos militantes, que notam a letargia do partido, motivada pela falta de capacidade da actual direcção, liderada por Lucas Ngonda. “É o descalabro total do partido”, afirmou o político.
De resto, é praticamente esta a opinião de 14 membros do Comité Central saído do Congresso de 2015, entre os quais o próprio Ndonda Nzinga, Tristão Ernesto e Suzana Paulo dos Santos, expressa na nota de esclarecimento enviada ao Jornal de Angola. No documento, aqueles militantes explicam aquilo que,


na sua óptica, são as reais causas da não realização, até agora, da reunião do Comité Central.
Os mesmos desmentem que 90 membros daquele órgão tenham falecido e que outros tantos tenham ingressado nas Forças Armadas e Polícia Nacional, o que, alegadamente, estaria a inviabilizar a reunião. Até, ontem, segundo Ndonda Zinga, havia o registo da morte de 30 membros do Comité Central, número, que não afecta o quórum. “Só o número de militantes residentes na província de Luanda garantem o quórum exigido para uma reunião do Comité Central”, disse o político.
“A verdade é que o actual presidente da FNLA, dr. Lucas Benghy Ngonda, e o secretário-geral, o irmão Pedro Mu-cumbe Dala, já não gozam da simpatia dos membros do Comité Central por causa dos actos lesivos ao partido praticados por ambos, as arbitrariedades, o abuso do poder, atropelos dos Estatutos e da lei, gestão danosa, mormente o desvio dos fundos do partido para fins pessoais, resultando na letargia crónica e inoperância de todas as estruturas do partido a todos os níveis”, escrevem os militantes do Comité Central, para quem há, no seio do partido, uma “contestação generalizada”.
O Jornal de Angola tentou ouvir a versão da direcção, mas nem o secretário-geral, nem o secretário para a Informação, Jerónimo Makana, atenderam os telefones. Na terça-feira, o porta-voz do partido prometeu que o presidente Lucas Ngonda falaria, ontem, para este jornal, mas as chamadas para Makana e para Pedro Dala não foram atendidas.

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Redação

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