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Mulher é vítima de racismo no metrô de São Paulo: ‘Ainda sem chão com tudo que aconteceu'

Wélica Senra Ribeiro foi vítima de racismo em uma estação de metrô na última segunda-feira (2), em São Paulo. Segundo a vítima, uma mulher loira a questionou se ela poderia “tirar o cabelo” de perto dela, pois, caso não tirasse, poderia lhe “passar alguma doença”. Foi aberto um boletim de ocorrência e o caso está sendo investigado pela polícia.

A vítima estava com seus familiares passando férias na cidade de São Paulo. Em suas redes sociais, a carioca agradeceu o apoio dos passageiros. Abalada com a situação, ela declarou que não poderia se calar diante do que aconteceu e espera que a justiça seja feita.

“Revoltante! Ainda sem chão com tudo que aconteceu comigo aqui em São Paulo. Era pra ser uma viagem agradável e acabamos aqui na delegacia. Que não venhamos mais nos calar diante de tal absurdo.”, disse a carioca em seu perfil.

“Por muitos anos nos calamos. Eu me calei, mas hoje, mais do que nunca tive a certeza que não estamos só”, concluiu.

Após o acontecido, Welica e seu irmão Samuel foram até a delegacia, onde o caso vai ser investigado. A mulher que fez as ofensas também foi ouvida.

Segundo o jornal O Globo, a autora dos fatos se identifica como assistente do Consulado da Hungria em São Paulo.

Protesto

Passageiros foram comovidos pela situação, testemunhas realizaram um protesto e bloquearam a saída da estação, até as autoridades chegarem ao local e levarem a mulher que cometeu o crime.

Outras testemunhas também se pronunciaram nas redes sociais, uma internauta que gravou o momento em que a polícia levava a mulher disse que todos ficaram muito revoltados com a situação.

“Até quando temos que aguentar pessoas sem noção, e com o Racismo? Não aceito, não admito isso. Chega de Ódio. Somos todos iguais. Meu Deus.”, declarou uma internauta no Twitter.

Racismo em transporte público supera 72% da população

Um estudo do Instituto Locomotiva, releva que 72% da pessoas dizem já ter presenciado um caso de racismo em transporte público e 39% foram as vítimas, ou seja, uma em cada três pessoas negras ainda sofrem preconceitos em suas rotinas básicas, como seus deslocamentos.

“Entre profissionais negros do transporte que enfrentaram situações de preconceito, embora as agressões verbais (47%) e o menosprezo (46%) tenham sido mais frequentes, eles foram três vezes mais alvo de expressões racistas e sofreram três vezes mais ameaça do que a população negra vítima de preconceito racial em geral”, diz o levantamento.

O estudo foi feito com a população em geral, de forma quantitativa online com 1200 pessoas, com idade a partir de 18 anos, em todo o país. Os dados foram colhidos em Janeiro deste ano e divulgado em março.

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