Polícia

MS é o terceiro em redução com mortes por armas de fogo no Brasil

Perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro, o Estado ocupa o terceiro lugar, com 17% a menos nos casos

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Mato Grosso do Sul está na lista dos seis estados que apresentaram redução no número de mortes causadas por armas de fogo no Brasil entre 2001 e 2016. Perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro, o Estado ocupa o terceiro lugar, com 17% a menos nos casos.

Segundo levantamento feito pelo jornal O Globo após o presidente Jair Bolsonaro assinar decreto que facilita o acesso às armas e divulgado neste domingo (20), entre 2001 e 2016 quase 600 mil pessoas — 595.672 — morreram no país vítimas de disparos, o que representa 70% do total de homicídios no período. Uma média de 37.229 assassinatos por armas ao ano, ou um a cada 14 minutos.

De lá para cá, as mortes por armas de fogo cresceram 33%. Neste período apenas oito estados da federação registraram estatísticas abaixo da nacional e seis reduziram os casos. Mato Grosso do Sul aparece em terceiro lugar, com uma redução de 17%, perdendo para o Rio de Janeiro, com 34% e São Paulo, com 74%.

Em 2001 foram registradas 18.81 mortes por arma de fogo a cada 100 mil habitantes, totalizando 397 casos no Estado. Já em 2016, o número caiu para 12.23 mortes por disparos, ou 328 assassinatos durante o ano todo. Pernambuco, Espírito Santo e Distrito Federal também registraram redução dos índices.

Por outro lado, 19 estados tiveram um desempenho ainda mais preocupante do que a média nacional. Com exceção de Pernambuco, em todos os estados do Nordeste os assassinatos por armas, no mínimo, dobraram. Em Sergipe, o índice representa 86% do total de homicídio, em Alagoas o índice é de 85%.

Conforme o jornal, a aumento da violência na região e no Norte do país impulsionou os dados nacionais. Em 2001, as mortes provocadas por armamentos nas duas regiões representavam 26% do total do país. Quinze anos depois, o peso no índice nacional passou a ser de 55%.

O aumento nos homicídios por arma de fogo é atribuído à expansão de facções criminosas do Rio e de São Paulo e também ao fortalecimento de organizações criminosas locais, o que geral as por territórios.

Segundo estudos apresentados pelos pesquisadores Camila Nunes Dias e Bruno Paes Manso no livro “A Guerra: A ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil”, a violência nos estados está diretamente ligada à hegemonia das facções. Mato Grosso do Sul está entre os três únicos com controle quase absoluto do PCC (Primeiro Comando da Capital), junto com Paraná e São Paulo.

Via
Campo Grande News
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