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Mitofagia, limpando as células para manter a saúde

Alguns grupos de cientistas europeus – da Alemanha e da Grécia – estudam a possibilidade de potencializar a “mitofagia” para frear as enfermidades debilitantes do envelhecimento. O objetivo é entender e remediar as causas celulares da deterioração biológica. Não se trata da fonte da juventude e sim de envelhecer com saúde.

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Uma injeção de extrato de testículos.

Essa ideia é antiga. Tudo começou em 1889 quando o médico francês Charles-Édouard Brown-Séquard se injetou extrato de testiculos de animais. Séquard afirmava que com esse tratamento seu estado mental e físico tinha melhorado.

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É fundamental limpar as células.

A ideia que permeia as novas experiências – bastante avançadas – é a de matar nossas mitocôndrias – daí o nome “mitofagia”. Nossas células utilizam o método da “autofagia”, matar a si mesma, nos processos de limpeza de materiais tóxicos, desnecessários ou estragados. À medida que envelhecemos, essa autofagia se realiza com menos eficácia. E acaba provocando erros e defeitos de funcionamento celular, que desencadeiam uma inflamação, e, assim, aparece uma enfermidade da velhice (chamada senescência). É assim que aparecem os tumores, as enfermidades cardíacas e as cerebrais.

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Mitofagia, matando as mitocôndrias.

As recentes pesquisas mostram que não é qualquer limpeza de células – autofagia – que pode melhorar nossa saúde. Está suficientemente comprovado que pelo menos a limpeza das células nervosas só é bem feita quando ocorre um sub-tipo de autofagia – a mitofagia, que é a matança de mitocôndrias que estão em nossas células. A mitofagia ocorre muito bem quando estamos na plenitude de nossos corpo e vai decaindo com o passar dos anos.

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Medicamentos e alimentos que prometem uma boa mitofagia.

Os cientistas encontraram alguns medicamentos que prometem resolver a mitofagia em idosos. O principal é a “urolotina A”. Ela é produzida por certas bactérias intestinais depois de bem alimentadas por “elagitaninos”. Esses elagitaninos, por sua vez, estão presentes nos morangos, romãs, framboesas e nas nozes. O outro fármaco que também promete muito é a “rapamicina”, um antifúngico natural segregado pelas bactérias do solo. Os dois – urolitina A e rapamicina – entrarão, brevemente, em ensaios em humanos. A proposta é criar uma pílula.

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