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Instituto prevê para este ano 450 novos casos de câncer de pescoço em MS

Nos últimos anos a infecção pelo papilomavírus (HPV) tem contribuído para aumento da doença por meio da prática do sexo oral e em pessoas com múltiplos parceiros sexuais, segundo a sociedade

Em Mato Grosso do Sul, 450 novos casos de câncer de cabeça e pescoço serão diagnosticados em 2018, segundo estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Somente no ano passado, envolvendo a doença, foram realizados no Hospital de Câncer de Campo Grande Alfredo Abrão, 5.883 procedimentos como consultas, cirurgias e tratamentos de radioterapia e quimioterapia.

Para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço dedica todo o mês de julho para desenvolver ações junto à população. Trata-se da campanha “Julho Verde”.

Na Capital, o HCAA realiza tratamento e presta assistência aos pacientes, com equipe multiprofissional especializada com cirurgia, quimioterapia, radioterapia e demais áreas de suporte e reabilitação como fonoaudiologia, nutrição, odontologia hospitalar, serviço social.

De acordo com o Inca, a estimativa para todo o País é que 23 mil novos casos sejam diagnosticados anualmente, sendo câncer de boca e laringe os que alcançam 5ª posição entre os mais frequentes entre homens e mulheres.

Nos últimos anos a infecção pelo papilomavírus (HPV) tem contribuído para aumento da doença por meio da prática do sexo oral e em pessoas com múltiplos parceiros sexuais, segundo a sociedade. “Cerca de 7% da população pode ter infecção pelo HPV detectada na boca. Num contexto de 200 milhões de pessoas, esse percentual representa cerca de 14 milhões de indivíduos em risco de desenvolver a doença no Brasil”, alerta a SBCCP.

Prevenção – Ao perceber qualquer sintoma, o recomendado é procurar um médico ou dentista, nos casos de boca, que encaminhará para o especialista para o tratamento adequado.

Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais.

Tabagismo e excesso de álcool aumentam as chances de desenvolver a doença. Entre os sintomas estão feridas no lábio, boca, língua, garganta ou pele, dificuldade para engolir, voz rouca ou fraca, caroço na face ou pescoço.

(*) Campo Grande News

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Gabriela Rufino

Jornalista 📰💻 Acadêmica de História 📚 @willsince94 💑

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