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Investidores aguardam dados dos EUA em ambiente de tensão política local

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As bolsas de valores de todo o mundo recuam nesta sexta-feira, com novos dados mostrando o impacto sem precedentes da pandemia do novo coronavírus na atividade econômica global. Os futuros de ações perdem cerca de 1% nesta manhã em Nova York. Na Europa, o índice pan-continental Stoxx Europe 600 perde 0,6%. Na Ásia, as bolsas fecharam mistas, mas próximas da estabilidade, seguindo as altas de Wall Street ontem, na esteira do otimismo com um acordo que acabe com a guerra dos preços do petróleo.

O petróleo Brent, referência global de preço, avança cerca de 9%, para US$ 32,60 por barril, na esteira da notícia de que a Opep e seus aliados estão planejando discutir na segunda-feira a redução da produção em pelo menos 6 milhões de barris por dia com a ajuda dos EUA, informou o Wall Street Journal nesta manhã. O WTI sobe 4,20%, a US$ 26,38. Ontem, ambos dispararam 17,4% e 25%, respectivamente, dando impulso às ações de empresas relacionadas ao setor de energia na Europa e nos EUA.

Na Europa, dados do setor de serviços divulgados hoje mostraram o impacto brutal que o coronavírus está causando no crescimento econômico. Os índices de gerentes de compras (PMIs) da região do euro caíram para o nível mais baixo da série histórica, sugerindo contração de 10% do PIB do segundo trimestre, segundo a IHS/Markit, que calcula os índices.

Os investidores aguardam o relatório do mercado de trabalho dos EUA em março, que será divulgado às 9h30. Embora não incorpore o impacto total da perda de empregos nas últimas semanas, espera-se que seja a primeira vez desde 2010 que os empregadores demitem mais trabalhadores do que contratam. O consenso aponta uma taxa de desemprego subindo de 3,5% para 3,7%, com fechamento de vagas de trabalho.

 — Foto: pixabay — Foto: pixabay

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Também importante, a pesquisa do Institute for Supply Management (ISM) do mês passado, às 11h, mostrará o impacto do isolamento social nos provedores de serviços dos EUA – uma forte proxy para o comportamento do PIB americano. Em dado revelado ontem, 6,6 milhões de americanos solicitaram seguro-desemprego na semana passada – o dobro do número de duas semanas atrás e um recorde histórico.

Investidores compram Treasuries e dólar nesta manhã, num movimento de aversão ao risco, embora tradicionais refúgios em momentos de tensão estejam em queda, como o ouro (-05%) e o iene (-0,6%). O yield da T-note de 10 anos recua para 0,612%, de 0,627% ontem.

No Brasil, ruídos políticos em cenário de atividade cada vez mais fraca

Os ruídos políticos que têm marcado a resposta do Brasil ao novo coronavírus devem continuar no radar dos investidores nesta sexta-feira. Na noite de ontem, críticas do presidente Jair Bolsonaro ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, feitas durante entrevista à rádio Jovem Pan, surpreenderam. Segundo o presidente, “está faltando um pouco mais de humildade” para o ministro da Saúde. Bolsonaro afirmou que o ministro “extrapolou” no combate à pandemia e teria, em alguns momentos, que “ouvir mais o presidente da República”.

O ambiente político mais duro também foi sentido em novas críticas feitas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao governo. Ontem, Maia disse que o governo demorou a agir e não fez um pacote organizado de combate à crise e afirmou que ainda há uma timidez do governo em ajudar empresas no momento. Maia participará hoje, a partir das 9h, de live promovida pelo Valor para falar sobre “Propostas para o Recomeço”. Também estará presente o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita.

No âmbito macroeconômico, a agenda é fraca de indicadores nesta sexta-feira, embora os agentes devam se atentar a possíveis novas revisões nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que estão mais fracas a cada dia. Ontem, divulgaram seus novos números Legacy Capital (-4,0%), Mizuho (-1,5%) e Itaú Asset Management (-3,3%). Dada a fraqueza da economia, os juros de curto prazo têm se mantido em queda, enquanto o dólar continua nas alturas e pode testar novas máximas históricas hoje, diante da forte queda das moedas emergentes nesta manhã.

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Redação

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