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Hector: do movimento estudantil à luta política

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Foto: UPHector

Hector Belém 

 

Jovem, negro, gay e oriundo da periferia de Teresina, filho de um casal de trabalhadores que lutou contra o desemprego e as dificuldades de estudar e trabalhar para criar os dois filhos, Hector Belém Martins encara desde jovem as responsabilidades e as duras realidades impostas a uma família da classe trabalhadora.

Ingressa na vida politica através do movimento estudantil de base ao entrar no Liceu Piauiense e viver os desafios de se estudar no ensino público, mesmo que em uma escola modelo. Sendo líder de turma, conhece a organização do grêmio que tem ampla historia de construção de lideranças politicas no estado. Quando passou a morar na zona norte começou a participar das históricas manifestações contra o aumento das passagens de ônibus (entre 2012 e 2013) em Teresina e por melhorias na cidade na área de mobilidade urbana sempre pautada a partir do direito a cidade. Essas manifestações a nível nacional culminaram nas históricas manifestações de junho de 2013 onde a juventude do Brasil inteiro se colocou nas ruas contra os absurdos aumentos de passagens em diversas cidades, conquistando o passe livre, em Teresina essas manifestações conquistaram o congelamento da meia estudantil.

Em 2012, ingressou na Universidade Federal do Piauí no curso de Ciências da Natureza, cheio de sonhos e planos, logo percebeu que para concretizá-los seria necessária uma forte luta em defesa de uma ampla política de permanência para os estudantes oriundos das camadas mais pobres da sociedade, que era o seu próprio caso, frente a uma universidade ainda marcadamente elitista, racista, machista e lgbtfóbica.

Entrando para a União da Juventude Rebelião no mesmo ano inicia sua atuação no movimento estudantil universitário e em 2015 conquistou sua primeira gestão frente ao Diretório Central dos Estudantes da UFPI, principal entidade estudantil universitária do estado. Organizando importantes lutas e obtendo grandes vitórias para os e as estudantes, como ampliação de bolsas de assistência estudantil, de vagas na residência universitária, reestruturação dos restaurantes universitários e seu baixo custo para os estudantes, ampliação de linhas de ônibus para UFPI, lutas em defesa da permanecia das mães estudantes e contra o assédio e importantes vitorias contra os casos de assedio moral.

Em 2016 Hector muda de curso e entra para o curso de Licenciatura em ciências biológicas, uma paixão desde criança e agora uma possibilidade de intervir na sociedade de forma a preservar conscientemente a natureza e o meio ambiente através da educação, nesse mesmo ano ele é escolhido para representar a juventude de Teresina através do DCE UFPI no conselho municipal de transportes, continuando assim na luta por direito a cidade e contra as exorbitantes tarifas do transporte coletivo da cidade. Ainda nesse ano participou das importantes lutas em defesa da democracia e contra o golpe e suas implicações na vida da juventude e dos trabalhadores. Participou do OCUPA UFPI movimento histórico que ocupou a reitoria da UFPI na luta contra a PEC 241 “a PEC do fim do mundo” que congelou os investimentos por 20 anos na educação e saúde pública.

Em 2017 entra para a coordenação nacional do Movimento correnteza, movimento que surge da unificação de coletivos universitários de todas as regiões do país e que lutam de forma consequente na defesa da educação publica e por uma universidade que de fato devolva a sociedade tudo o que produz. Nesse ano também lutou arduamente para a construção de uma alternativa política que de fato tenha a cara do povo pobre, trabalhador, das mulheres e da juventude, e que fizesse o real enfrentamento ao avanço do fascismo e de todos os retrocessos que o povo sofre nessa crise econômica, política e sanitária que esmaga cada dia mais o nosso povo. E, assim, ingressa na construção da Unidade Popular Pelo Socialismo com a missão de ajudar na coleta de 445 mil assinaturas em todo o país no biênio 2017 -2018. Nessa jornada a UP consegue coletar mais de um milhão e duzentas mil assinaturas de apoiamentos e se torna de fato uma alternativa politica para o povo brasileiro.

No ano de 2019 as lutas contra a agenda fascista estão na pauta de todos os movimentos, em todo o país, acontecem ataques contra a democracia e contra grupos considerados minorias sociais. Cresce ainda mais a violência contra os LGBTQIA+, negros e negras, as mulheres e nessa luta Hector e a UP estiveram na linha de frente da defesa dos direitos do povo. Batalhas importantes foram travadas contra a reforma trabalhista, contra a reforma da previdência, contra os cortes na Educação. Por encarar a realidade de morar de aluguel e sentir as contradições e angustias que essa triste realidade trás ao povo brasileiro Hector entra em junho de 2019 para o movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas, movimento que a mais de vinte anos luta pela reforma urbana e luta para que a população brasileira tenha acesso á uma moradia digna, ter acesso à casa própria que é um direito de todo cidadão brasileiro reconhecido pela constituição porem esquecido pelos atuais parlamentares em todos os níveis. Hector é eleito para a coordenação nacional do movimento e inicia as bases para a construção desse movimento em Teresina.

Em 2020 a luta contra a política fascista e antipovo continua e enquanto jovem, negro e gay, consciente e defensor de uma política de rua, uma política diferente da velha política do toma lá da cá, Hector participa da articulação de manifestações antifascistas e agora lança junto a Unidade Popular uma candidatura coletiva que tem como foco representar a juventude e a população pobre de Teresina que a décadas é esquecida e retirada dos espaços de decisão sobre suas vidas e os rumos da cidade.



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