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Guedes vira articulador político com centrão para dar ‘dignidade’ à negociação da pauta do governo

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Julio Wiziack e Julia Chaib
Brasília, DF

O ministro da Economia, Paulo Guedes, entrou em campo na negociação política com os generais Walter Braga Netto (Mansão Social) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) para tentar “dar distinção” ao concordância com os partidos do chamado centrão em troca de escora a Jair Bolsonaro no Congresso.

Resistente a conchavos, Guedes mergulhou no jogo político para convencer os congressistas a encamparem os projetos reformistas da economia pós-pandemia ,que, segundo ele, trarão de volta o país aos trilhos do incremento.

Para assessores do Planalto, a atuação direta de Guedes com o centrão também passa pelo aumento do controle da equipe econômica sobre os impactos da negociação no Orçamento, já em frangalhos por justificação dos gastos para frear os danos causados pelo coronavírus.

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Revérbero dessa estratégia, Guedes teve dezenas de reuniões nas últimas três semanas com representantes partidários e os dois generais do Planalto.

Líderes de partidos do núcleo duro do centrão e outras siglas de meio ouvidos pela reportagem reconhecem o esforço da aproximação de Guedes.

O ministro se reuniu com congressistas tanto em conjunto porquê individualmente. Há três semanas, ele chamou deputados para uma conversa com Braga Netto, na Mansão Social, em que tratou de ações pós-pandemia mirando a retomada.

No encontro, Guedes ressaltou que precisa do escora dos congressistas para subscrever reformas e outras medidas importantes para evitar uma derrocada sem precedentes.

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As projeções atuais de bancos de investimento apontam queda de murado de 9% no PIB neste ano, o duplo da estimativa do início da pandemia.

Na mesma conversa, o ministro disse aos deputados que lançará o Renda Brasil, em substituição ao Bolsa Família, porquê forma de ressarcir o término do pagamento do auxílio emergencial –alguma coisa que, do ponto de vista político, concede aos deputados um oração pró-Bolsonaro em suas bases eleitorais.

O director da Economia fez ainda questão de mostrar sintonia com Braga Netto em torno das medidas do governo, mormente ao concordar com o Pró-Brasil, projecto que prevê obras para impulsionar o incremento do país.

Apesar de se mostrar agora favorável, Guedes disse que a prioridade serão os investimentos estrangeiros, via programa de concessões.

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Depois disso, o ministro se reuniu individualmente com congressistas. Recebeu o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), e Arthur Lira (PP-AL); o líder do PL, Wellington Roberto (PB); o líder e presidente do MDB, Baleia Rossi (SP); e o líder do DEM, Efraim Fruto (PB).

PP e PL fazem secção do núcleo duro do chamado centrão que tem feito negociações com o governo para se tornar base na Câmara.

Apesar de Guedes se mostrar mais maleável na fala com os congressistas, integrantes de partidos de meio ainda veem com suspicácia a movimentação do ministro.

Primeiro, porque dizem que a tarifa das siglas já é por si só reformista, ou seja, o ministro sabe que existe alinhamento prévio a boa secção de suas pautas.

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Outrossim, questionam a disposição de Guedes na licença de cargos porque o ministro recusou ceder posições no Banco do Nordeste, que o Planalto tinha tinha prometido ao centrão.

Em troca do escora dos partidos, Bolsonaro nomeou indicados das siglas para cargos importantes do Executivo, porquê a presidência e várias diretorias do FNDE (Fundo Pátrio de Desenvolvimento da Ensino). A distribuição de posições em outras pastas ainda está em curso.

DEM e MDB, partido do ex-presidente Michel Temer, também se aproximaram de Bolsonaro nas negociações do centrão, mas seus dirigentes rechaçam fazer secção da base de Bolsonaro.

O DEM, por exemplo, tem representantes em cargos do governo.

A escolha do deputado Fábio Faria (PSD-RN) para o Ministério das Comunicações, que foi recriado por Bolsonaro, também foi feita com o intuito de edificar base no Congresso. Embora a escolha não seja partidária, Faria congrega o escora de diversos deputados e senadores do partido.

A aproximação de Guedes com a renque militar do Planalto e com políticos é uma reviravolta no desgaste inicial com Braga Netto que, sem conhecimento da Economia, reuniu propostas de obras públicas apresentadas por outros ministros, particularmente Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Rogério Pelágico (Desenvolvimento Regional) no projecto Pró-Brasil.

O programa foi apresentado a Guedes em uma reunião ministerial, no término de abril, e anunciado horas depois. Previa gastos fora da regra do teto, o que incomodou o ministro.

Naquele momento, a justificativa dos militares para conduzir os projetos elencados no programa era frear a escalada do desemprego diante da crise do coronavírus.

Nos bastidores, também consideravam o programa uma utensílio poderosa na conquista do escora de, ao menos, século parlamentares do centrão para não só frear um provável processo de impeachment no Congresso, porquê ter votos suficientes para a aprovação das pautas do governo.

A lista de obras, até hoje desconhecida, seria executada em locais considerados redutos eleitorais desses parlamentares.

Guedes foi refratário a esse projeto da forma porquê foi apresentado. Para integrantes do governo, avaliou ser um “toma lá dá cá”, um “jeito velho de fazer política”.

O ministro também expressou seu desapontamento com Pelágico, ex-secretário peculiar de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, a quem chamou de traidor.

Hoje, a relação com Pelágico foi reconstruída, segundo integrantes do governo próximos a eles. O projeto original está sendo refeito em parceria com a Economia e deverá executar as regras do teto de gastos.

Na Infraestrutura, as obras também foram enquadrados. As despesas com moeda do Orçamento exigirão um pequeno esforço fiscal (murado de R$ 2 bilhões a mais).

A engenharia dos técnicos da pasta foi fazer coincidir, neste caso, o interesse público (obras necessárias aos escoamento de safra no Meio-Oeste, por exemplo), com os interesses políticos dos parlamentares escolhidos pelo governo.

Esse processo de ajustes é o que moveu Guedes para a risco de frente dessas negociações para o que ele labareda de “dar distinção ao concordância com centrão”, segundo assessores do Planalto.

As informações são da FolhaPress



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