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Brasil e o Mundo

Gatilhos do teto de gastos precisam ser acionados para criar Renda Brasil, diz Itaú

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A discussão sobre a proposta do pacto federativo deve avançar de forma a facilitar o acionamento dos gatilhos do teto de gastos, o que abrirá espaço para a criação do Renda Brasil, na avaliação da equipe econômica do Itaú Unibanco.

“É importante acionar os gatilhos do teto, mas, mesmo assim, o cenário não é tão confortável”, disse Mário Mesquita, economista-chefe da instituição.

Nas projeções econômicas do banco, apresentadas nesta quarta-feira (9) no seu evento periódico Macro em Pauta, as contas públicas ainda ficarão no vermelho em 2021, com déficit fiscal de 2,5% do PIB, mesmo considerando que medidas automáticas de cortes de despesas serão acionadas. Para este ano, após o anúncio de que o auxílio emergencial foi estendido em mais quatro parcelas de R$ 300 cada, a estimativa para o déficit primário aumentou a 11,7% do produto.

“O Brasil não errou ao fazer expansão fiscal em 2020. Isso era necessário para mitigar o impacto econômico e social da pandemia. Erramos, sim, por vários anos nas várias decisões tomadas que nos levaram a terminar 2019 com uma dívida muito elevada”, de 76% do PIB, disse Mesquita. “Se no ano que vem acionarmos os gatilhos, a gente volta para um nível de déficit observado em 2016”, destacou.

“Calcanhar de Aquiles”

De acordo com o economista-chefe do Itaú, a política fiscal seria o “calcanhar de Aquiles” da economia brasileira. “Volta e meia se escuta que a sociedade está cansada de austeridade, mas a austeridade não vem só das decisões tomadas na crise. Já chegamos nela com a dívida muito alta se compararmos com outros países.” O Itaú estima que a relação dívida bruta/PIB ficará acima de 90% até 2025.

Segundo o economista Guilherme Martins, o Renda Brasil deve sair em algum momento até o fim deste ano, para substituir o auxílio emergencial em 2021, e é razoável supor que o novo programa de renda básica vai gerar gastos de R$ 90 bilhões a R$ 100 bilhões, bem acima do Bolsa Família.

“Ele vai gerar gastos acima do teto, no ano vem. Para equilibrar isso, será necessário acionar os gatilhos do teto. Mesmo assim, não vemos a dívida caindo”, comentou Martins.

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Redação

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