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Capital

Envolvido em racha com morte pode ficar paraplégico e vai para prisão domiciliar

Jovem conduzia carro, participou de racha e bateu em poste; ele foi socorrido e passageira morreu no local

Carro destruído após colisão com poste na Júlio de Castilho. (Foto: Kísie Ainoã)

Willian Goes Abbade, de 36 anos, envolvido em racha na Avenida Júlio de Castilho, em Campo Grande, que terminou na morte de Roberta da Costa Coelho, de 26 anos, em 16 de abril, pode ficar paraplégico. Ele ainda está em recuperação das sequelas do acidente e conseguiu prisão domiciliar, nesta sexta-feira (13).

Willian dirigia um Ford Ka e Olliver Richerd Ferreira Siebra, de 19 anos, um Volkswagen Gol, quando participaram de racha na avenida. Willian colidiu o Ka contra um poste, sendo que Roberta morreu na hora e os outros cinco ficaram passageiros ficaram feridos. Willian e Olliver foram denunciados pelo Ministério Público.

O condutor do Ka foi socorrido em estado grave e mesmo internado, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele recebeu alta na quinta-feira (12), sendo levado direto ao presídio da Capital.

O advogado Caio Magno Duncan Couto, em petição protocolada no mesmo dia que ele foi levado ao presídio, anexou boletins médicos que atestam possível paraplegia e que o cliente precisa de cuidados especiais, pedindo, assim, prisão domiciliar. O pedido foi aceito pelo juiz Carlos Alberto Garcete e o alvará expedido nesta sexta-feira (13).

Racha com morte – Consta na denúncia do MPMS, que Roberta foi até uma tabacaria acompanhada de um menino que estava se relacionando, local onde também encontrou um amigo. Depois de algum tempo, resolveram sair da tabacaria e encontraram Willian do lado de fora, que estava consumindo bebidas alcoólicas. Eles não se conheciam até então.

Willian então ofereceu carona ao trio para seguir até a casa de Roberta com o propósito de continuarem bebendo, o que foi aceito. Eles entraram no Ford Ka, onde já havia três jovens. Willian seguiu rumo à casa de Roberta, quando no meio do caminho, na Júlio de Castilho, o veículo VW Gol, conduzido por Olliver, emparelhou com o Ka, iniciando uma competição em alta velocidade entre os veículos.

No caminho, Willian acabou colidindo com um poste, causando a morte de Roberta e deixando os demais passageiros feridos.

Denúncia do MP – Willian foi denunciado por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Olliver, condutor do Gol, não foi denunciado pelo homicídio. O Ministério Público o denunciou por infringir leis de trânsito como participar de racha, dirigir sob influência de álcool e sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação), ambos do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), além de concurso material (artigo 69 do Código Penal), ou seja, omissão. O MP entendeu que ele foi omisso ao deixar o local sem prestar socorro.

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