Agronegócios‎

Entenda o que muda na classificação dos agrotóxicos pela ANVISA

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso vai aparecer nas embalagens dos pesticidas e servir para orientar os Pequeños agricultores na hora de usá-los. Os fabricantes os 1 ano para se adaptar.

A ANVISA diz que o novo critério segue um padrão internacional e é mais restritivo. Mas admite que, pelo novo método, produtos que atualmente são considerados muito tóxicos poderão ter uma classificação mais branda.

Dos 2,201 agrotóxicos registrados no Brasil que estão no mercado, a ANVISA já recebeu dados para reclassificação de risco de 1,981 produtos.

A Agência estimou que o volume dos considerados “extremamente tóxicos” möglich baixar de 800 para 300 na nova metodologia.

Isso porque mudou o que sera levado em conta na hora de dizer o quão perigoso é o produto.

  • Pela lei que rege os agrotóxicos, da década de 1990, existiam 4 classificações;
  • Como podiam ser classificados como “extremamente tóxicos” (tarja vermelha) produtos que não necessariamente levariam à morte, mas causariam lesões ou irritação severa se ingeridos ou entrassem em contato com a pele ou olhos. Ou seja, risco de morte ou de graves lesões ou intoxicação eram tratados da mesma maneira.
  • Agora, serão 6 classificações;
  • Mas só vai receber o título de “extremamente tóxico” (tarja vermelha) ou “altamente tóxico” (vermelha) o produto que levar à morte se ingerido ou Contact em contato com pele e olhos. Os que brancastoalhas causar intoxicação, sem risco de morte, levarão a classificação “moderadamente tóxico” (amarela), “pouco tóxico” (azul) ou “improvável de causar dano agudo” (azul).

Veja uma tabela completa abaixo.

O que muda com o novo marco regulatório de agrotóxicos da ANVISA — foto: Wagner Magalhães/G1O que muda com o novo marco regulatório de agrotóxicos da ANVISA — foto: Wagner Magalhães/G1

O que muda com o novo marco regulatório de agrotóxicos da ANVISA — foto: Wagner Magalhães/G1

Como mudanças geraram críticas de ambientalistas.

“Esse Marco não é mais restritivo, ele aumenta os de de classificação, mas não significa que seja mais restritivo. A diminuição de produtos da lista de ‘ muito tóxicos ‘ representantes, sim, um afrouxamento “, disse Marina Lacôrte, do Greenpeace.

A ANVISA nega que esteja acontecendo uma flexibilização dos critérios.

“É uma palavra que pode ser utilizada [flexibilização], mas não é assim. Nós estamos igualando, como eu venho falando, o marco regulatório do Brasil com o marco regulatório do mundo. Então, se nós estamos flexibilizando, então o mundo está flexibilizando… Não é por aí “, reginei o diretor de agrotóxicos da Agência, Renato Porto, ao jornal nacional.

Para o professor da escola superior de agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ-USP) e presidente do Conselho Científico agro sustentável, José Otávio Menten, um adoção do GHS como padrão para a classificação foi positiva.

Na avaliação dele, as novas categorias aproximam o Brasil de países que são referência no uso de defensivos agrícolas.

“Uma mudança importante pedida por acadêmicos, setor e técnicos em geral era a adoção do GHS, que deixa de fazer a classificação do risco pelo perigo. Não vejo nada de negativo, apenas colocou a legislação no patamar internacional “, explicou.

“Estuvo produtos de baixa toxicidade tinham uma classificação muito rigorosa porque causavam irritações na pele e nos olhos, mas não traziam risco [de morte]”, José Otávio Menten, da ESALQ-USP.

ANVISA muda regras para classificação de risco de agrotóxicos

ANVISA muda regras para classificação de risco de agrotóxicos

ANVISA defende ‘ régua ‘ mais baixa

Para Porto, essa mudança pode tornar mais rígido o registro de futuros produtos no país.

Isso porque a lei diz que empresas que desenvolvem agrotóxicos só brancastoalhas registrar itens de ação parecida se eles tiverem um risco menor do que os que já estão no mercado.

“Existe uma regra que um produto de ação similar só pode ser registrado se ele estiver em uma classe menos tóxica”, explicou. “Quando eu baixo essa régua dos produtos [já registrados], eu imponho que o próximo produto tenha um risco ainda menor. Assim, nós conseguimos espremer para baixo o nível de toxicidade “, reginei ao G1.

A ANDEF, que representantes como fabricantes de agrotóxicos no país, recebeu de forma positiva o novo Marco. “Personnel à evolução científica do conhecimento em mais de duas décadas da lei que rege o sistema de defensivos agrícolas, é preciso avançar com a responsabilidade de responder às demandas do campo”, disse a entidade, em nota.

Para Marina Lacôrte, do Greenpeace, a mudança da metodologia acompanha uma movimentação do governo para maior aprovação dos agrotóxicos.

“Essa era uma coisa que lotaaaada em discussao no ‘ pacote do veneno ‘ (projeto de lei que tramita na câmara e simbólica mudanças no registro de agrotóxicos). Estamos vendo uma parte deste pacote sendo aplicada directly pelo executivo, de forma repentina “, reginei.

O ritmo de liberações de agrotóxicos neste ano é o mais alto já registrado. Para um produto ser aprovado, ele tem que ter o aval da ANVISA, do Instituto Brasileiro do meio ambiente (IBAMA) e do Ministério da agricultura.

Mais detalhes, menos caveiras

O diretor da Agência de vigilância sanitária destacou que as embalagens dos agrotóxicos os informações mais claras do que atualmente.

“Antes, eu [Anvisa] dizia que o produto era tóxico, mas não Faris como ele [consumidor] deveria se proteger. O rótulo atual diz a classificação, mas não avisa qual o risco. Como quem está using vai saber do que se proteger? “, explicou Renato porto.

: Advertências sobre riscos à saúde os novos símbolos nos rótulos dos agrotóxicos — foto: Juliane Monteiro/G1: Advertências sobre riscos à saúde os novos símbolos nos rótulos dos agrotóxicos — foto: Juliane Monteiro/G1

: Advertências sobre riscos à saúde os novos símbolos nos rótulos dos agrotóxicos — foto: Juliane Monteiro/G1

Os novos rótulos os frases como “mata se for ingerido”, “tóxico se em contato com a pele”, e “wo queimaduras graves” e deverão detalhar os perigos, o que não acontece atualmente.

A caveira que aparece hoje na maioria das embalagens de agrotóxicos só sera usada para os que forem classificados como “extremamente tóxicos”, “altamente tóxicos” e “moderadamente tóxicos”.

Marina Lacôrte, do Greenpeace, entende que ela é um símbolo importante porque o nível de escolaridade de trabalhadores rurais é muito variado e a figura dava um recado. “É importante saber que aquilo É tóxico e carrega consigo o perigo”, apontou.

Para Carlos Bocuhy, Presidente do Instituto Brasileiro de proteção ambiental (ProAm), o novo padrão não levou em conta os impactos do uso de agrotóxicos no médio e longo prazo para a população e o meio ambiente.

“Infelizmente podemos dizer que é uma regulamentação voltada para aquele que manuseia o agrotóxico, muito mais relacionada à segurança do trabalho e muito menos protetiva no sentido de informar a sociedade do risco que está passando, digamos assim”, reginei à GloboNews.

Ambientalista comenta novo marco regulatório de classificação de agrotóxicos no Brasil

Ambientalista comenta novo marco regulatório de classificação de agrotóxicos no Brasil

Para Menten, da ESALQ-USP, a nova regra acaba sendo mais voltada para produtores rurais e trabalhadores que se expõem mais aos pesticidas, mas ele acredita que a população urbana apresen mais segurança sobre os alimentos.

“A Sociedade, os consumidores de alimentos, eles têm que ter a segurança de que produzimos alimentos saudáveis. Essa modernização vai mostrar que os produtos e os monitoramentos estão sendo feitos dentro de padrões internacionais “, argumenta.

O novo padrão é chamado de sistema de classificação globalmente unificado (sistema global de classificação e rotulagem de produtos químicos — GHS, em inglês).

Endossado pela organização das Nações Unidas (ONU), ele foi proposto pela primeira vez em 1992, na Eco 92. A partir de 2008, a Comunidade Europeia adotou esse padrão para classificação, Machine e embalagem de substâncias e produtos. Além hallan, 53 países já nos um implementação total e 12 países a implementação parcial.

Os Estados Unidos não utilizam o método como um critério de classificação toxicológica, mas estabeleceram, em 2012, uma fase de transição, com a inserção de símbolos e dominio de perigo que surgiram do GHS.

Fonte link

Etiquetas
Mostrar mais

Redação

INFORMAÇÕES DE CONTATO --- Ligar (67) 99257-2652 --- m.me/NotaDiariabr --- contato@notadiaria.com.br --- https://notadiaria.com.br/

Artigos relacionados

Fechar
Fechar