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Empresas começam a sentir efeitos da política de insensatez ambiental

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Efeitos da política ambiental do governo Jair Bolsonaro começam a ser percebidos nas maiores empresas agroindustriais. Na semana passada, a JBS foi excluída do portfólio do fundo Nordea, gestor de R$ 1,4 trilhão em ativos da Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia.

A JBS é líder na produção de proteína bicho, emprega muro de 230 milénio pessoas em 15 países e tem segmento da sua enxovia de suprimento de mesocarpo bovina em áreas sob suspeita de desmate ilícito no Pará. Nordea é uma das instituições financeiras que têm inteirado o governo sobre o desmatamento na Amazônia.

O dispêndio da insensatez ambiental está aumentando para o país. Isso ocorre numa temporada de devastação econômica, agravada na pandemia, quando é evidente a urgência de capital extrínseco para financiar a saída da crise. É paradoxal, porque o Brasil deveria estar entre os destinos mais atraentes num mundo com oferta de quantia para investimentos, o real entre as moedas mais desvalorizadas e, por consequência, ativos nacionais baratos.

Ainda há tempo para sustar disparates na política ambiental. Entre março e maio assistiu-se à passagem da “boiada”, no vulgar linguajar ministerial, com quase duas centenas de regras infralegais (portarias, regulamentos etc.) facilitadoras do desmate e da grilagem de terras. O volume foi 1.100% maior que em igual período do ano pretérito, informa pesquisa do Instituto Talanoa/“Folha de S.Paulo”. Some-se a notória leniência federalista no setor.

O quadro do agronegócio no Brasil é favorável à mudança de comportamento. Projeta-se para a próxima dez progressão na produção pátrio de grãos, dos atuais 251 milhões para 318 milhões de toneladas anuais. A China, maior cliente, está comprando mais 29% neste ano. Mas a Cofco, importadora chinesa de mantimentos, tem avisado sobre novas normas ambientais.

Mudar pode ser até mais lucrativo, sugerem agroindústrias e seus bancos credores nacionais. A Marfrig anunciou rastreamento da origem do manada que compra na Amazônia. Até 2030, pretende fazer o mesmo na região do Fechado. O projecto foi qualificado porquê promissor pelo Ministério Público e organizações não-governamentais, entre elas WWF e IDH-The Sustainable Trade Initiative.

A disposição do setor privado para mudanças é relevante e já encontra repercussão no Congresso, que anuncia para agosto a votação de novidade agenda ambiental. É importante que o governo interrompa sua marcha da insensatez. Já ajudaria muito se parasse de atrapalhar o setor privado.

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Redação

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