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É preciso tempo para verificar potência da política monetária, diz Bradesco

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Para o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, basta olhar o efeito no mercado de crédito para ver que o canal de transmissão da política monetária está realmente mais amplo. No entanto, os resultados não estão aparecendo na atividade e na inflação. “Esse é o dilema para cravar que a política monetária aumentou”, diz.

“Nossa avaliação é que o Banco Central deveria esperar e avaliar a evolução do cenário. Mas se daqui três ou quatro meses, a gente descobrir que a economia não cresceu e a inflação segue baixa, nada impede o Banco Central de voltar a cortar juros”, acrescenta.

Honorato afirma que alguns elementos mostram que a política monetária tem mais influência sobre o mercado: as operações no mercado de crédito estão crescendo em ritmo mais intenso que a própria expansão do PIB, e as empresas estão emitindo dívidas com taxas menores em um volume total cada vez maior.

Outra evidência decorre dos preços de ativos financeiros. “A política monetária está levando a uma migração de ativos no Brasil quase sem precedentes na nossa história”, diz. As pessoas estão saindo de ativos de renda fixa de prazo curto, que possuem alta liquidez, para títulos mais longos, ações ou fundos multimercados. “Tem uma mudança de preços relativos e não dá para saber onde tudo isso vai parar”, acrescenta.

“O canal de transmissão está maior mesmo, basta olhar o efeito no crédito. É de se esperar que isso se transmita para a economia em algum momento”, afirma o especialista. No mínimo, isso gera dúvida se, de fato, a política monetária está muito mais potente e pode fazer a economia avançar, em algum momento, num ritmo mais acelerado.

Diante dessa incerteza, ele afirma faz todo o sentido o Banco Central esperar agora e verificar se a hipótese se comprova. “Há indícios de que a potência da política monetária aumentou, mas é preciso de algum tempo para confirmar essa hipótese”, diz.

Com o corte no compulsório sobre depósitos a prazo efetuado pelo Banco Central, a autoridade monetária brasileira sinaliza a intenção de aumentar a eficácia dos canais de política monetária em vez de depender de cortes adicionais nas taxas de juros, escrevem os estrategistas do Morgan Stanley em relatório enviado a clientes. Na quinta-feira, em uma medida que surpreendeu os agentes do mercado, o BC reduziu o compulsório de 31% para 25%.

Na avaliação da equipe de estratégia do banco americano, essa ação deve manter a probabilidade de cortes adicionais na Selic relativamente baixa. Para o Morgan Stanley, contudo, “a medida não sugere nenhuma mudança na postura da política monetária” por parte do Banco Central brasileiro. O banco projeta que a Selic continuará inalterada em 4,25% ao longo do ano.

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Redação

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