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Durante a pandemia, gospel apresenta crescimento no Brasil

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O consumo de música por meio de plataformas digitais durante a pandemia é um sucesso de forma universal. As lives realizadas pelos artistas dos mais variados gêneros é uma prova de que essa tem sido uma selecção popular e acertada de continuar a promover o mercado músico em um momento no qual é impossível realizar eventos com aglomerações.

Um gênero, no entanto, tem se evidenciado nesse momento: o gospel. O filão de música cristã (que abriga de heavy metal à veneração) é um dos que mais cresceu nos últimos meses.

De combinação com dados fornecidos pela Deezer, a playlist Top 50 Gospel — principal do gênero na plataforma — cresceu 37% em relação a fevereiro, quando a quarentena ainda não havia começado no Brasil. Nos meses posteriores, a subida se manteve. Ao confrontar março, abril e maio com os três meses anteriores, é provável perceber que a seleção cresceu 23% em reproduções e 11% em ouvintes.

Já no Spotify a tendência já era observada antes mesmo da pandemia. Em 2019, o estilo cresceu 44% no número de ouvintes, percentual menor exclusivamente que o do sertanejo. Por lá, as playlistas mais populares são Sucessos Gospel e Louvor e Homenagem (essa mais dedicada à worship music). No Google, as buscas relacionadas a esse tipo de música cresceram 200% no ano.

André Valadão, um dos pastores e cantores mais populares do gospel, possessor até mesmo de uma grife de roupas que leva o nome dele, acredita que o momento frágil da crise sanitária faz com que as pessoas procurem conforto em músicas com mensagens mais positivas. “A veras do que realmente importa na vida começou mais do que nunca a romper. Sem incerteza a mensagem da música gospel fala muito disto”, aposta ele.

Empresário músico no setor do dedo, João Mendes acredita que a pandemia também proporcionou para muitos o primeiro contato com as plataformas digitais. “A adesão ao mercado do dedo na pandemia foi o momento em que muita gente experimentou o consumo de música dessa maneira pela primeira vez. Zero será substituído. Cada um terá preço própria, mas em proporções diferentes”, acredita.

João ainda confia que o formato de lives veio para permanecer e se tornar mais um resultado para os artistas, mas nunca irá excluir a preço de divulgação de bons clipes e singles. “O do dedo não passará por grandes dificuldades e sim por grandes transformações. Os grandes investidores estão vendo que a internet tem muitas possibilidades, vão aproveitar para explorar e gerar mais receitas. Uma boa live sempre terá seu espaço, mesmo posteriormente a pandemia.”

Mas apesar do quadro positivo na internet, a maioria dos cantores, que representam ministérios e templos, estão impossibilitados de realizar shows e propalar discos. Isso, evidente, afeta financeiramente o trabalho, embora a maioria dos artistas do ramo reforce que o objetivos dos trabalhos musicais tenha outros focos além desse.

Deive Leonardo, uma das estrelas pop em subida do gospel, querido por jogadores de futebol e sondado até pela Netflix para estrelar uma série, diz que trata-se de um momento oportuno para ajudar o próximo, inclusive através da música. “Nunca fomos tão úteis porquê agora. Mas a curso é o que menos importa no momento. As pessoas estão em momentos muito difíceis, pois quando atinge um irmão, atinge diretamente a gente, nos culpa empatia. Não temos o controle de absolutamente zero no momento, por isso a música é refúgio. Não enxergo o que faço porquê curso e nem mercado e, sim, porquê ministério, porquê propósito de vida”, garante.

Samuel Mizrahy, do qual via tem mais de 2 bilhões de visualizações e é um dos sucessos do gospel infantil, tem produzido para essa plataforma porque entende que shows presenciais ainda demorarão para voltar e o do dedo é a saída do momento. “Penso que os shows presenciais vão levar tempo para aquecer e que as normas de distanciamento serão um pouco presente”, reconhece. “Nós já tínhamos uma boa presença no do dedo, pois trabalhamos com muito carinho e lançamos todas as semanas um teor novo para quem nos segue. Continuamos com as novidades e isso manteve o nosso propagação”, explica.

Secular também mira gospel

Além de artistas que trabalham exclusivamente com o estilo, durante a quarentena famosos de outras áreas também flertaram com a música religiosa de forma bem-sucedida.

Anitta, por exemplo, realizou uma live exclusivamente com sucessos do gospel. A funkeira, que começou a curso cantando em igrejas na região de Honório Gurgel, no Rio de Janeiro, foi elogiada por resgatar os sucessos religiosos que ela interpretava na puerícia e juvenilidade.

“Eu e o Enzo (Celulari) tivemos a teoria de trovar essas músicas, pois elas me ajudaram a aprender a trovar. Será um repertório emocionante para mim, porque eu vou reviver muitas coisas”, disse, antes de realizar a live, em abril.

Ex-apresentadora do Bom Dia e Cia, do SBT, Priscilla Alcântara realizou um dueto com Whindersson Nunes na música Girassol, que foi uma das mais tocadas do gospel no YouTube e plataformas de streaming em abril.

Em lives, cantores porquê Dilsinho e Mateus e Kauan não deixaram o estilo de fora e até o festival Villa Mix, famoso pelos shows de pop e sertanejo, se rendeu ao estilo religioso e fez uma live no dia 30 de maio.

Isaias Saad, cantor do gênero e que não tem restrições de romper em espaços seculares, porquê o programa Encontro, de Fátima Bernardes, enxerga com bons olhos essa quebra de preconceito com o estilo, que aos poucos perde o estigma de ser um pouco inerente exclusivamente aos interiores dos templos. “Gospel cresceu e continuará crescendo. É muito vasqueiro você ouvir o gospel em romance, tocando numa loja. Mas tem cantores, produtores e instrumentistas incríveis. Portanto, sim, ainda enfrentamos várias barreiras, mas já temos um espaço muito lítico”, explica.

Estrelas pop

Embora o sertanejo e o funk ainda dominem as paradas de sucesso no Brasil, artistas do gospel têm números típicos de estrelas pop internacionais.

No Spotify, 15 artistas gospel brasileiros possuem mais de 1 milhão de ouvintes mensais. São eles: Bruna Karla, Midian Lima, Gabriela Rocha, Fernandinho, Aline Barros, Preto no Branco, Vivenda Worship, Isaias Saad, Kemuel, Isadora Pompeo, Priscilla Alcantara, Ton Carfi, Luma Elpidio, Gabriel Guedes e Ministério Zoe.

Presente nessa seleta lista, Isaias explica que o propagação continua. “Antes da pandemia, eu tinha 800 milénio reproduções mensais no Spotify, hoje tenho 1,2 milhão, para você ter uma teoria”, explica.



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