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Dia Mundial da Tuberculose: MS registrou 1,2 mil casos da doença em um ano

Nesta quinta-feira (24) é comemorado o Dia Mundial da Tuberculose, doença que ainda é considerada uma emergência global pelas instituições de saúde. Em Mato Grosso do Sul, foram mais de 1,2 casos confirmados da doença em um ano e, nos primeiros meses de 2022 já são três confirmações.

Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), no último ano foram registrados 488 novos casos de pacientes com tuberculose em Campo Grande, um número muito similar ao de 2020, onde foram 495 novos diagnósticos.

Ainda conforme a secretaria da Capital, 376 pacientes seguem em tratamento, incluindo aqueles que iniciaram o acompanhamento médico em 2021 e os novos casos de 2022.

“O tratamento para tuberculose é feito em qualquer unidade de saúde, quando não há resistência de bactérias à medicação. Se avaliado pelo médico esta resistência, o tratamento passa a ser feito pelo hospital São Julião e, caso o paciente conviva com HIV/Aids, ele fará esse acompanhamento pelo Cedip ou pelo Hospital Professora Esterina Corsini – o Hospital Dia”, explicou a Sesau em nota.

Dia Mundial do combate à Tuberculose

De acordo com o Ministério da Saúde, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, mas também pode acometer órgãos como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

A data foi criada em 1982 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch.

Segundo estimativas da OMS, um terço da população mundial está infectada pelo Mycobacterium tuberculosis e em risco de desenvolver a doença. Há cerca de 8,8 milhões de doentes e 1,1 milhões de mortes por ano no mundo.

O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 82% do total de casos de tuberculose no mundo. Embora seja uma doença passível de ser prevenida, tratada e mesmo curada, ainda mata cerca de 4,7 mil pessoas todos os anos no Brasil.

Cada paciente com tuberculose pulmonar que não se trata, pode infectar em média 10 a 15 pessoas por ano. Alguns fatores contribuem para a disseminação da doença, tais como a pobreza e má distribuição de renda, a AIDS, a desnutrição, as más condições sanitárias e a alta densidade populacional.

Sinais e sintomas mais frequentes:

– tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, podendo evoluir para tosse com pus ou sangue;
– cansaço excessivo e prostração;
– febre baixa geralmente no período da tarde;
– suor noturno;
– falta de apetite;
– emagrecimento acentuado;
– rouquidão.

Alguns pacientes, entretanto, não exibem nenhum indício da doença, enquanto outros apresentam sintomas aparentemente simples, que não são percebidos durante alguns meses. Pode ser confundida com uma gripe, por exemplo, e evoluir durante 3 a 4 meses sem que a pessoa infectada saiba, ao mesmo tempo em que transmite a doença para outras pessoas. A transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotículas de saliva que podem ser aspiradas por outro indivíduo.

Prevenção e tratamento

A vacina BCG é obrigatória para menores de um ano, pois protege as crianças contra as formas mais graves da doença. A melhor forma de prevenir a transmissão da doença é fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível. Com 15 dias após iniciado o tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença. O tratamento deve ser feito por um período mínimo de 6 meses, diariamente e sem nenhuma interrupção. O tratamento só termina quando o médico confirmar a cura total do paciente.

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