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Interior

Depois de 10h de “chá de cadeira” no PY, sul-mato-grossenses retornam ao Brasil

A saga está prestes a chegar ao fim. Pelo menos é o que esperam os brasileiros que aguardavam em Assunção, no Paraguai, o retorno para Mato Grosso do Sul – adiado por conta das interdições decorrentes dos protestos nas estradas do país vizinho. Os passageiros que esperavam no terminal rodoviário da cidade, começaram a embarcar rumo à Pedro Juan Caballero, às 21h40 (MS), cerca de dez horas após o previsto.

Entre as dezenas de viajantes e fãs frustrados do festival Asunciónico (cancelado por causa de temporais) está a equipe do Labo B. Diante de tanta espera teve gente que “estourou” ainda mais o orçamento, pagando hotel até dar a hora de enfim poder voltar para a casa.

“A gente voltou para o hotel em que a gente estava. Pelo menos conseguimos um preço bom, para ficar ate esse horário e ao menos descansar, comer”, comentou o social media Yuri Oliveira. “O (atraso) fez tudo sair muito mais caro, porque tivemos que pagar hotel, comida, Uber de novo. Agora a sensação é alivio”, disse o estudante Gabriel Freitas, pouco antes de embarcar.

A frustração e o cansaço também eram nítidos no rosto da estudante de Dourados Adriana Sandes, de 19 anos. Ela comprou o ingresso para Asunciónico pela primeira vez em 2019, mas o evento foi cancelado por conta da pandemia.

Passageiros dentro do ônibus retornando para Pedro Juan. (Foto: Ângela Kempfer)

Neste ano ela embarcou para o festival com um grupo de amigos e desde às 13h aguardava na rodoviária de Assunção para seguir viagem de volta para Mato Grosso do Sul. “Nem estou acreditando que vou voltar pra casa. Não tenho nem ânimo para falar mais nada”, desabafou.

“A gente ficou 10 horas esperando o ônibus, nosso ônibus era o das 11h e nenhum era o nosso e agora falaram que era 23h30 e pelo veio esse para salvar a gente”, detalha outro passageiro, que ao lado da namorada também “amargaram” a espera por um coletivo.

Os sul-mato-grossenses ainda tem ao menos 7h de viagem pela frente até chegarem em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã. De lá para cá o Lado B ainda tem muito chão pela frente, são pelo menos 3h55 de viagem até chegar na Capital.

Os protestos – As interdições fazem parte de uma mobilização nacional de caminhoneiros contra a alta dos combustíveis e de campesinos em defesa de reforma agrária no Paraguaia. Pelo menos 70 pontos das principais estradas do Paraguai foram fechadas pelos manifestantes. Onze bloqueios eram apenas no trecho de 450 quilômetros da Ruta V, entre Asunción (onde está a maioria dos sul-mato-grossenses) e Pedro Juan Caballero, cidade separada por uma rua de Ponta Porã (MS).

Ainda não há uma confirmação se todos os protestos chegaram ao fim. Segundo os líderes da movimentação, cerca de 3 mil caminhoneiros e 4.500 campesinos participaram das manifestações ao longo do dia.

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