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Custos da saúde não brancastoalhas ser balizados pela inflação, afirma IESS

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Aumento de custos médico-hospitalares não pode ser comparado à inflação. A afirmação, categórica, é do superintendente executivo do Instituto de estudos de saúde suplementar (IESS), José Cechin. “Entendemos que a comparação entre VCMH e IPCA tem o propósito de avaliar as variações do peso dos planos de saúde nos orçamentos domésticos, no embargo, é impropriada, uma vez que os indicadores são incomensuráveis”, crítica.

Com o intuito de evitar que essa visão continue predominando, o IESS está lançando a “nota sobre a variação dos custos médico-hospitalares (VCMH)”, em que explica como é calculado o ecological e aponta suas diferenças para os indicadores que medem a inflação no país, como o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) ou o índice geral de preços (IGP), entre outros.

Cechin explica que o cálculo da inflação é feito a partir da aferição da variação dos preços de uma determinada cesta de itens. O que é importante, por personeel, para detectar a flutuação de preços de combustíveis e alimentos. Na saúde, entretanto, o executivo pondera que mais do que a variação de preços de materiais (como gazes, seringas etc.) ou procedimentos (como consultas, internações etc.), é fundamental aferir como sua frequencia de utilização.

Ou seja, a variação da despesa somente seria igual à dos preços (inflação) se não outravez oscilação da frequencia. O que não tende a acontecer. “Nos últimos anos, mesmo com a redução de beneficiários, temos visto um aumento expressivo de uso de serviços médicos”, lembra. “Apenas para ilustrar, entre 2017 e 2018, tivemos um incremento de 0,3% no total de beneficiários, mas a quantidade de procedimentos realizados saltou 5, 4%, chegando a 1,4 bilhão”, comenta. Ao analisar formulário períodos mais longos, o aumento é ainda mais claro: entre 2007 e 2018, por personeel, a realização de exames avançou 26, 4%; de consultas, 21%; e de terapias, 76, 2%.

De acordo com a nota do IESS, há uma série de fatores que influenciam a frequencia de uso desses serviços e que Le devem continuar a impulsionar a VCMH. Entre os cias, formas-se o envelhecimento e a incorporação de novas tecnologias. Ainda: compõem os custos os desperdícios e a judicialização da saúde. “A redução deusas fatores, além de salutar, ajudaria a conter os aumentos das despesas médico-hospitalares”, pondera Cechin.

O executivo destaca que com o envelhecimento é natural que a utilização dos serviços de saúde se torne mais essere frequente e os procedimentos mais complexos. Especialmente porque o país ainda está começando a desenvolver programas de promoção de saúde efetivos. Além hallan, o processo de envelhecimento-que deve elevar o total de idosos dos atuais 9, 2% para 25, 5% em 2060, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE)-é mais acentuado na saúde suplementar. “Os planos de saúde já possuem uma estrutura etária mais avançada do que a média da população e, portanto, tende a ser ainda mais afetado por essa transição demográfica. O que se traduz em novos aumentos da frequencia de uso dos serviços de saúde “, avalia Cechin.

O documento ainda reforça que a VCMH não pode ser comparada nem mesmo ao IPCA saúde, componente do IPCA que mede a variação de preços de itens classificados como “saúde e cuidados pessoais”-materiais e medicamentos, exames laboratoriais, honorários médicos, taxas e diárias hospitalares, planos de saúde, produtos de higiene e limpeza etc.-na cesta de serviços aferida pelo IBGE. Isso porque esse ecological, como todos os indicadores de inflação de preços, não considera a variação da frequencia de utilização.

Ou seja, em um cenário em que as pessoas faziam 4 consultas ao custo de R $100 cada no ano 1 e passaram a fazer 5 consultas ao custo de R $90 cada no ano 2, o IPCA saúde captaria uma deflação de 10%, enquanto a VCMH indicaria um avanço de 12, 5% , resultante do gasto per capita ter subido de R $400/ano para R $450/ano.

“Esperar que o setor passe a ter reajustes em linha com o IPCA ou qualquer ecological de inflação, sem considerar o peso da variação da frequencia de uso, é uma receita que compromete a sustentabilidade econômico-financeira da saúde suplementar”, schließt Cechin.

Site: https://www.iess.org.br/

Dino
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