Congresso avalia “mesclar” PEC fura-teto com proposta apresentada por Jereissati

Marcelo Castro (MDB-PI) avalia que uma das dificuldades para a mescla das duas propostas seria o valor proposto por Jereissati, considerado muito baixo. “Se ele tivesse proposto um valor mais elevado, seria mais fácil o entendimento”, afirmou.| Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O relator do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), afirmou na quinta-feira (1) que o Congresso discute mesclar a PEC fura-teto com a proposta apresentada pelo senador Tasso Jereissati, batizada de “PEC da Sustentabilidade Social”, que prevê a ampliação do limite de gastos em R$ 80 bilhões em 2023, capaz de acomodar o Auxílio Brasil/Bolsa Família de R$ 600. Castro informou que o senador Davi Alcolumbre (União-AP) deve ser o relator da PEC fura-teto e que a ideia é aprovar a proposta na terça (6) ou quarta-feira (7).

Uma das dificuldades avaliadas por Castro, entretanto, seria
o valor proposto na PEC de Jereissati, considerado muito baixo. “Ao invés de
ficar a discussão ‘vamos excepcionalizar isso, vamos excepcionalizar aquilo,
isso não merece ser excepcionalizado, o que ele (Jereissati) sugeriu: como o
teto está ficando defasado, vamos aumentar o teto. E aí você coloca dentro
desse espaço que foi criado aquilo que você julgar que seja imprescindível,
necessário e inadiável”, explicou Castro em entrevista no Senado reproduzida
pela Estadão.

“Qual é a crítica que eu faço à PEC dele (Jereissati)? Com o
princípio, a ideia, eu estou de acordo. Não tenho nada contra. É que o valor
que ele colocou foi muito pequeno. Se ele tivesse proposto um valor mais
elevado, seria mais fácil o entendimento”, declarou o senador. Se está pensando
em aumentar o teto e excepcionalizar do teto. A minha emenda excepcionaliza, a
emenda do Tasso aumenta o teto. Está havendo uma ideia de misturar as duas:
aumentar o teto em R$ 80 bilhões e o que ultrapassasse R$ 80 bilhões, para os
R$ 175 bilhões, excepcionalizaria do teto”, disse Castro.

A proposta do senador Tasso Jereissati, que ele batiza de “PEC da Sustentabilidade Social”, prevê a ampliação do limite de gastos em R$ 80 bilhões em 2023, capaz de acomodar o Auxílio Brasil/Bolsa Família de R$ 600. De 2024 em diante, o teto de gastos consideraria o limite do ano anterior (que será R$ 80 bilhões maior se a PEC for aprovada) mais a variação da inflação (IPCA).



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