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Capital

Condenado por crime, major é expulso da PM com salário de R$ 27 mil

O decreto assinado pelo governador Reinaldo Azambuja foi publicado na manhã desta quarta-feira (11)

Fachada do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul (Foto: divulgação) 
Fachada do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul (Foto: divulgação)

O major Marmo Marcelino Vieira de Arruda, um dos policiais envolvidos no crime de extorsão conhecida em Mato Grosso do Sul como “caso DOF”, foi expulso da Polícia Militar. O decreto assinado pelo governador Reinaldo Azambuja foi publicado na manhã desta quarta-feira (11) no Diário Oficial do Estado.

“Declarar a perda do posto e da patente e a consequente exclusão das fileiras da corporação da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul”. Apesar da perda de posto e patente, não há prejuízo aos proventos da sua passagem para a inatividade, ou seja, será mantida a aposentadoria do major. Marmo Marcelino, segundo o Portal da Transparência, teve vencimento bruto em abril de R$ 27 mil.

Segundo denúncia do MPMS, em e janeiro de 2000, Jean Jorge Ocampos e Mário Márcio de Oliveira Jara foram parados durante fiscalização da PM em Rio Verde, na estrada conhecida como “Transpantaneira”. Eles estavam com uma caminhonete que havia sido roubada em Campinas (SP), fato descoberto durante a abordagem.

Na blitz, estavam os policiais militares Paulo Siqueira Barbosa, Carlos Alberto de Souza e Carlos Alberto dos Santos Batistote. Os dois suspeitos foram transportados para Campo Grande, porém, não foram detidos. Os PMs entraram em contato com o cabo Manoel João de Figueiredo, vulgo “Márcio”, que teria pressionado Jean a entregar os comparsas.

Em contato com essas pessoas, o grupo exigiu R$ 25 mil para liberar os dois homens. Ficou acertado o parcelamento do valor, sendo repassada primeira parcela de R$ 5 mil em Corumbá, no dia seguinte. Antes de seguir viagem, Jean relatou que os PMs se encontraram no caminho com o comandante do DOF, ciente da negociação. Pela denúncia, depois do pagamento da parcela e liberação dos suspeitos, houve acordo com o major Marmo Marcelino Vieira Arruda e outros policiais que faziam parte da “equipe Ouro”.

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