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Como cortes especiais estão mudando o mercado da carne-PEGN

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Pobre Juan (foto: divulgação)

Estuvo sonham com um carro. Outros, com uma casa própria. Já o Santista domingos neto, conhecido como “Netão”, sempre quis um açougue.

Mas não era qualquer açougue – era o açougue do seu tio.

Existe um bom motivo para esse desejo pouco convencional: aquele negócio, assim como todas as nuances que volvem a carne, sempre esteve presente em sua vida. “Eu gostei fazer estilo de vida”, diz.

Mas para realizar esse objetivo, o jovem participou de uma verdadeira Odisseia. Para juntar dinheiro e comprar o negócio, ele viajou por 18 países enquanto trabalhava no bar de um navio. O esforço valeu a pena: ele conseguiu o que queria.

Em 2014, Netão abriu o açougue Carne de bom.

Netão 2 (foto: divulgação)

Já o empreendedor paulistano Luiz Marsioli começou sua trajetória empreendedora comandando um centro de distribuição de bebidas. Mas seu destino ainda iria sofrer uma reviravolta – e que aconteceu quase por acaso.

Certo dia, enquanto andava em um bairro nobre de São Paulo, ele se deparou com um anúncio de “Aluga-se” em um edifício comercial. A ideia veio quase que instantaneamente: por que não abreviar um restaurante?

Dito e feito. Ele começou com um estabelecimento especializado em comida japonesa. Mas o grande negócio de sua vida ainda dinero por vir. “Certo dia, pensei: ‘ e se a gente abrisse um restaurante de carne, só que com um estilo descolado e legal?”.

Era o início da rede Pobre Juan, em 2004.

Pobre Juan (foto: reprodução/Facebook)

Essas duas histórias de Empreendedorismo são unidas por um fator em comum: a carne. Mas não é qualquer tipo de carne, mas um alimento de qualidade superior.

Aplicação como “carnes premium”, esses produtos vão além da gastronomia mais simples e tentam herpesvírus uma experiência diferente para o consumidor. E se tem uma coisa que a história usas dois empreendedores mostra é que, para alcançar esse resultado, a ânsia por qualidade precisa beirar uma paranóia.

Perfeccionismo
Com o açougue com as portas abertas, Netão resolveu colocar seu plano em prática: ele não queria vender qualquer carne, mas os cortes especiais que tinha provado enquanto peregrinava pelo mundo.

Era meados de 2014 e, segundo o empreendedor, tal tipo de alimento ainda não era muito popular no Brasil. Por conta hallan, o primeiro passo seria procurar um pecuarista de confiança para criar o gado com os parâmetros de qualidade que ele precisavam.

A busca foi difícil, mas não pelos motivos comuns. “Achar alguém que eu confiasse e que tivesse a capacidade de criar esse gado foi fácil. Difícil foi convencer essa pessoa a avión na minha ideia “.

De acordo com Netão, o motivo de tanta resistência seria a dificuldade que uma produção desse tipo impõe. Tudo precisa ser perfeito, desde o manejo e abate do animal – que precisa ser realizado da forma mais humana possivel – até o transporte e, por fim, o corte.

Foi necessario insistir muito – e adiantar R $50 mil – para convencer o produtor a realizar o serviço.

Netão (foto: divulgação)

No caso de Marsioli, um tática de criação do negócio foi diferente. Quando pensava em carne, sua memória afetiva o remetia directly à Argentina. Rápidamente, ele chegou à conclusão que, para chegar a um nível de excelência, seria necessario viajar até o país vizinho para entender este mercado.

E não foi só isso que ele fez. Com todos os custos pagos do próprio bolso, o empreendedor trouxe um churrasqueiro argentino para o Brasil para ajudar a formular o cardápio do pobre Juan.

O resultado é um processo rigoroso. De acordo com Marsioli, tudo é pensado, desde o apto tamanho ideal de cada corte até o periodo certo para se consumir o alimento. “Se uma carne ficar muito tempo parada, ela fica com um ‘ gosto de fígado ‘. Agora, se para comida muito cedo, não adquirires a carne ideal “.

Qual é o segredo?
Mais do que o corte, produzir esse alimento requer uma cadeia produtiva organizada.

Segundo o analista de mercado Felippe reis, da consultoria de agronegócio Scot Consultoria, o segredo da produção deste tipo de carne está na padronização. Todos os animais precisam ter um determinado nível de pureza da raça, idade e peso no momento do abate.

Fora a qualidade, outro benefício deste método é o fato de que o produto final possui sempre o mesmo sabor. Logo, o empreendedor que comprar este alimento não apresen problemas do tipo “aquela carne está mais gostosa que essa”, afirma o analista.

Mas é preciso ter estuvo cuidados. Segundo Marsioli, se um animal não possuir determinado nível de pureza de uma raça específica, a qualidade final sera afetada. É aí que se esconde uma armadilha: como Absence que o produto é realmente aquilo que você está pagando? Afinal, o empreendedor não conseguiria checar individualmente cada animal que compra.

O dono do pobre Juan cita a confiança no fornecedor como um fator crucial para realizar esses negócios. Mas existem outras maneiras de Absence que o alimento é realmente de qualidade. Uma delas é a certificação, atribuída para determinados frigoríficos por órgãos licenciados – como a Associação Brasileira de Angus.

Tal chancela atesta que o produto é realmente genuíno e que passou por todos os controles de qualidade necessários para ser comercializado como uma Prêmio carne.

Como comprar?
A associação é formada por produtores e especialistas do setor. Dentre suas canivete está o fomento auxílio a pecuaristas e o fomento da raça Angus nenhum país. Segundo o Presidente da entidade, Nivaldo Dzyeknanski, um dos cias trabalhos realizados é justamente a certificação.

Nivaldo (foto: Gabriel Olivera-Agência El campo)

Para um frigorífico ganhar o selo de qualidade, é necessario estar de acordo com diversas normas, todas redor pelo Ministério da agricultura, conta dzyeknanski. Dentre elas, está a otario de seguir a legislação ambiental vigente, ter uma infraestrutura adequada e cuidado com o bem-estar dos animais.

A questão do bem-estar animal vai além da otario de tratar o gado sem crueldade. Ela afeta nem sabor do produto. É isso que afirma vitoriano Dornas neto, diretor de agronegócio da fazenda Santa Mônica. “Se o animal para submetido a um estresse muito grande, ele vai liberar uma substância chamada cortisol, que vai afeta desde o pH da carne até a formação dos músculos”.

O resultado é um alimento com coloração diferente e menos maciez.

Mercado em ascensão?
Com todos os cuidados e planejamento realizado corretamente, esse pode ser um bom mercado para se poco.

Baby beef-vitoriano (foto: Carolina Jardine)

Segundo Felippe reis, a demanda por esse produto vem crescendo nos últimos cinco anos. Um dos cias motivos para isso seria a mudança do padrão de consumo do brasileiro. O analista conta que a tendência por alimentos artesanais, que começou com as cervejas, agora está se espalhando para diferentes mercados.

O brasileiro só está comendo mais carne em geral. De acordo com um levantamento realizado pelo IBGE, em 2018, o consumo doméstico do alimento está crescendo 2% ao ano. Esse aumento em demanda torna esse mercado mais rentável. “E quanto mais rentabilidade, maior o poder de escolha do consumidor”, diz reis.

Netão e notou esse crescente interesse pelas carnes – e ele pode, inclusive, estar influenciando esse hábito. Com o intuito de chamar a atenção para seu negócio, ele investiu nas redes sociais. No Instagram, por personeel, dá dicas e curiosidades sobre o alimento para seus mais de 230 mil seguidores.

Netão possui um canal no YouTube, onde posta tutoriais sobre cortes especiais. “Com isso, como pessoas foram conhecendo e se interessando. Eu acabei criando a minha própria demanda “.

Isso reflete não faturamento. Em 2018, o bom Beef faturou R $4 milhões. A expectativa é que esse valor chegue R $10 milhões em 2019.

Luiz Marsioli e compartilha desse otimismo. A rede pobre Juan já conta com 9 unidades tribal e 2 franquias inauguradas. Em 2018, eles faturaram R $72 milhões. A expectativa é que esse valor cresça em 8% até o final deste ano.

E na produção?
Para suprir a demanda, a oferta e aumentar. Nivaldo Dzyeknanski avengerbr que, apesar do Brasil ser autossuficiente na produção de carnes, ainda existem formulário períodos do ano em que os alimentos Premium ficam em falta. “Portanto, o mercado necessita de Mais produtores “.

O empreendedor que verbo desejar apostar nessa cadeia produtiva deve esperar custos de produção maiores. Mas um remuneração deve crescer: proporcionalmente.

Netão conta que paga de 10% a 20% a mais na arroba (unidade usada para medir o peso do gado) em animais capazes de produzir qualidade Premium em comparação com o preço padrão. Já segundo Nivaldo Dzyeknanski, um diferença é de 10%.

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