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Colombiano vira réu por morte no trânsito e defesa alega “fatalidade”

Juiz aceitou a denúncia contra o estrageiro e advogada argumenta que cliente não teve a intenção de matar

Motociclista morreu na hora, ainda no local do acidente; na foto, peritos trabalham no levantamento de dados (Foto: Henrique Kawaminami)

Denunciado por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) e por tentativa de assassinato na segunda-feira (14), o colombiano Carlos Hugo Naranjo Alvarez virou réu pelos crimes. A defesa dele, patrocinada pela advogada Valda Maria Alves Nobrega, classifica o acidente que matou Matheus Frota da Rocha, de 27 anos, como “fatalidade no trânsito”, em busca de menor pena para o acusado.

Nesta terça-feira (15), o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou a denúncia contra o estrangeiro, que há cinco anos vivia na Capital, e nesta quarta, a advogada protocolou a defesa prévia do motorista da Mercedes-Benz envolvida na colisão trágica, na Avenida Salgado Filho, em Campo Grande.

A defesa argumenta que embora laudos periciais ainda não estejam prontos, pelos vídeos divulgados pela imprensa e fotos de como ficou a Mercedes após o acidente, fica claro que a motocicleta conduzida por Matheus é quem colidiu com o veículo, “dando que quem não respeitou o sinal vermelho e estava em velocidade incompatível seria a vítima”.

Até o presente momento não existe qualquer laudo atestando a velocidade real do veículo conduzido pelo denunciado, muito menos pelo veículo conduzido pela vítima fatal. Porém, conforme imagens acima, não resta dúvidas de que o motociclista trafegava em alta velocidade na via, visto que, percorreu aproximadamente mais de 50 metros em apenas 3 segundos. E para não restar qualquer dúvida sobre a dinâmica do acidente nada melhor que a fotografia do veículo após a forte colisão, sendo a prova cabal atestando o forte impacto que a motocicleta causou ao veículo”, alega.

A advogada ainda usa teoria, que já havia adiantado ao Campo Grande News, de que os semáforos no cruzamento da Salgado Filho onde houve a colisão não estavam funcionando. “Ainda que se reconheça negligência do denunciado, Carlos Hugo Naranjo Alvarez não foi responsável pelo acidente de trânsito, pois conforme se provará no decorrer do processo, não furou o sinal vermelho”. Para comprovar a hipótese, a advogada pede que a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) responda se foi detectado algum problema nos sinaleiros na data e horário dos fatos.

Por isso, a defesa pede que o colombiano seja julgado por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) de Matheus e por lesão corporal, praticada contra a mulher do rapaz de morreu, Samira Ribeiro dos Santos, de 19 anos.

Para a acusação, o colombiano agiu com dolo eventual, “uma vez que estava ciente do perigo concreto de acidente com o seu veículo automotor ao dirigi-lo em alta velocidade, sob estado de embriaguez, além de desrespeitar a sinalização semafórica de parada obrigatória, vindo a colidir com a motocicleta na qual estavam as vítimas, de modo que assumiu o risco de ceifar as suas vidas”.

Fatal – O acidente aconteceu no início da manhã do dia 28 de fevereiro, no cruzamento da Avenida Salgado Filho com a Rua Guia Lopes, no Bairro Amambaí. Matheus seguia em uma Honda Fan 150 quando houve a colisão com a Mercedes-Benz conduzida pelo estrangeiro, que saía de casa noturna.

Matheus morreu na hora e a jovem foi levada para a Santa Casa. A colisão foi tão forte que chegou a arrancar a perna inteira do rapaz. De acordo com a polícia, o corpo da vítima foi arremessado cerca de 15 metros depois da queda da motocicleta. A perna parou 4 metros a frente do corpo.

O colombiano fugiu do local, mas foi preso poucas horas depois, em Rochedo. Ele negou que estivesse bêbado, no entanto, teste de bafômetro constatou 0,30 mg de álcool por litro de ar expelido dos pulmões.

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