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Cientistas estão treinando cachorros para “farejar” a Covid-19

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Cientistas estão treinando cachorros para farejar a Covid-19. Acima: um dos cães durante o treinamento realizado pelos pesquisadores (Foto: University of Pennsylvania’s School of Veterinary Medicine)

Cientistas estão treinando cachorros para farejar a Covid-19. Acima: um dos cães durante o treinamento realizado pelos pesquisadores (Foto: University of Pennsylvania’s School of Veterinary Medicine)

Um grupo de especialistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, está treinando cachorros para que eles possam “farejar” a Covid-19. A equipe pretende ensinar os animais a distinguir o cheiro de pacientes contaminados pelo novo coronavírus do daqueles que não estão infectados pelo Sars-CoV-2.

Enquanto nós humanos temos apenas 6 milhões de receptores olfativos, os cães contam com mais de 300 milhões dessas células — o que os permite detectar uma variedade enorme de aromas de forma eficaz. “Cães e seres humanos, perfeitos juntos como melhores amigos, [poderão] fornecer uma nova solução para o [diagnóstico da] Covid-19”, disse Vernon Hill, que está participando da pesquisa, em comunicado.

Os testes foram anunciados no fim de abril e devem durar três semanas. Neste período, oito cães serão expostos a amostras de saliva e urina de pessoas que testaram positivo para a Covid-19. Depois de aprenderem o “cheiro” do novo coronavírus, os cachorros deverão farejar amostras de material orgânico e identificacr se elas são positivas ou negativas para o Sars-CoV-2.

“Os cães treinados podem detectar com precisão baixas concentrações de compostos orgânicos voláteis, também conhecidos como VOCs, associados a várias doenças, como câncer de ovário, infecções bacterianas e tumores nasais. Esses VOCs estão presentes no sangue humano, saliva, urina ou respiração”, explicou Cynthia Otto, coautora do estudo.

Se o estudo for bem sucedido, a equipe acredita que outros cães poderão ser treinados para detectar a Covid-19 — o que seria particularmente útil em locais onde aglomerações são comuns, como aeroportos e no transporte público, por exemplo. “O impacto potencial desses cães e sua capacidade de detectar a Covid-19 podem ser substanciais”, observou Otto. “Este estudo aproveitará a extraordinária capacidade dos cães para apoiar os sistemas de vigilância da Covid-19 do país, com o objetivo de reduzir a disseminação do vírus na comunidade.”

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