Polícia

‘Chegou cheia de barro e ensaguentada’, diz pai de menina que se jogou de morro após ser estuprada

De acordo com pai da vítima, filha foi levada para uma fazenda após o crime e ficou 1 mês escondida com medo do suspeito, que está preso por estrangular e matar uma transexual, em Camapuã (MS).

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O pai da adolescente de 16 anos que foi sequestrada e estuprada no topo de um morro em Camapuã, a 140 km de Campo Grande, disse que a filha chegou em casa “cheia de barro e ensaguentada” após fugir do agressor, um jovem de 19 anos.

Em depoimento ao G1 nesta quarta-feira (16), o homem de 50 anos, disse que não procurou a polícia no dia do crime com medo das ameaças do suspeito, de que mataria a moça caso ela o denunciasse. O estupro foi na primeira quinzena de novembro. O suspeito está preso por estrangular e matar uma transexual, no dia 20 de dezembro, na mesma cidade.

“Eu levei um susto quando vi minha filha. Ela estava cheia de barro e ensaguentada e andou uns 5 km até chegar aqui. Ela contou tudo o que tinha acontecido. Foi um filme de terror naquela madrugada”, lamenta.

Local em que jovem de 16 anos teria sido estuprada, em Camapuã. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Local em que jovem de 16 anos teria sido estuprada, em Camapuã. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Segundo o pai da jovem, a filha foi imobilizada quando estava entrando em um banheiro de uma praça central e as agressões começaram ali mesmo.

“O rapaz chegou quando ela estava para entrar no banheiro, tapou a boca dela e a colocou à força dentro carro. Ele a levou para a serra [morro]. Lá ele a estuprou e tentou matá-la”, explica ao G1.

Adolescente de 16 anos se joga de penhasco para fugir de jovem que a sequestrou e estuprou, em Camapuã (MS) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Adolescente de 16 anos se joga de penhasco para fugir de jovem que a sequestrou e estuprou, em Camapuã (MS) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O pai da jovem ainda informou que a filha só conseguiu escapar por conta de uma cotovelada que deu no abdômen do rapaz. Ela abriu a porta do carro e fugiu.

“Minha filha conseguiu escapar e desceu o morro correndo no meio da escuridão. Ela se jogou morro abaixo para não morrer, bateu em uma cerca de arame farpado e chegou aqui cheia de sangue, foi bem difícil vê-la assim”, lamenta.

O homem conta que ficou com medo de perder a filha. “No outro dia ela foi para uma fazenda com uma das irmãs, e ficou lá escondida 1 mês. Ela estava apavorada e nem no médico quis ir. Foi lá que ela se cuidou, justamente por estar com medo dele”, conta.

A mãe da jovem também informou que só viu a filha no dia seguinte ao crime e ficou horrorizada com a situação em que ela estava.

“Parece que minha filha apanhou com um monte de espinhos. Ela estava toda riscada: as pernas, os braços, tudo cheio de marca. Eu fiquei tão preocupada que minha reação foi só chorar de desespero. Ela mal conseguia andar e estava mancando muito”, conta.

Os pais da jovem também informaram que se sente aliviados com a prisão do suspeito e que a filha já está com eles, mas todos ainda sentem muito medo. Apesar das marcas no corpo da garota, as mais graves não são visíveis: “São enormes as marcas que ficaram no psicológico da nossa filha”, finaliza a mãe.

Entenda o caso

Em depoimento a polícia, a jovem disse que foi imobilizada com um golpe ‘mata-leão’ e forçada a entrar no carro do rapaz que a levou para o topo do morro, onde foi estuprada. Segundo a ocorrência, o abuso demorou cerca de 20 minutos.

A jovem informou que antes do crime, ela estava em uma conveniência em que o suspeito se encontrava. Ela afirma que naquela noite, ele a “observava o tempo todo”. Em determinado momento, a vítima foi ao banheiro, por volta da meia-noite e como a fila estava muito grande, decidiu ir até uma praça da cidade para usar o sanitário, que fica a três quadras do local.

Se comprovado o crime, o jovem irá responder também por estupro de vulnerável, com pena de 8 a 15 anos de reclusão.

O jovem de 19 anos está preso desde o dia 22 por ter matado por estrangulamento a transexual Márcio Rodrigues de 29 anos, no dia 20 de dezembro. Ele confessou o crime e teria mudado a versão (de que matou porque teria sido “tocado”), e disse que havia mantido relação sexual antes do assassinato. O corpo de Márcio foi encontrado em um milharal, no mesmo bairro em que os dois moravam. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil no último dia 31.

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G1 MS
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Redação

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