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Charles Darwin odiou o carnaval e os escravistas no Brasil

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Muita tinta foi gasta escrevendo a paixão de Charles Darwin pela natureza brasileira. A maioria dos cientistas e historiadores – que não são brasileiros – entende que foram as espécies animais e vegetais brasileiras, além da chuva torrencial, que não conhecia, que deram o pontapé nos pensamentos que o  levariam à teoria mais importante da biologia. Sim, à Teoria da Evolução está profundamente ancorado no Brasil. Mas não nos brasileiros.

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Darwin odiou o carnaval.

Darwin passou o final de fevereiro e a primeira metade de março de 1832 em Salvador, na Bahia. Darwin conheceu o carnaval baiano. E odiou a festança. Na segunda-feira de carnaval, enquanto passeava pela cidade, foi atingido por bolas de cera cheias de água e ficou empapado com sacos de farinha jogados pelos foliões. “Difícil manter a nossa dignidade”, reclamou o futuro famoso. Foram 18 dias na capital baiana. Foi lá que “descobriu” a banana que seria plantada na propriedade que sua família tinha na Inglaterra.

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Sentiu o que é ser brasileiro ao enfrentar os burocrata.

Existe algum brasileiro que ame nossos burocratas. É possível que nem mesmo eles se amem. Darwin passou quatro meses no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo que ficou deslumbrado com a fauna e a flora carioca, como todos nós, desferiu impropérios sobre seus burocratas. Disse o cientista: “Nunca é agradável submeter-se à insolência de homens de escritório. Mas aos brasileiros que são tão desprezíveis mentalmente quanto são miseráveis as suas pessoas, é quase intolerável”. Darwin levou um dia inteiro, indo de uma sala a outra, para conseguir uma reles autorização para visitar o interior do Estado. Após quase duzentos anos da visita de Darwin, a burocracia brasileira continua com a mesma força. Acabo de ver um processo de desmembramento de terrenos que “passeia“ há mais de ano na prefeitura de C.Grande. Dentre dezenas de novas exigências, uma é digna de hospício: querem saber a cor do carimbo.

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Uma escrava se joga no precipício.

Darwin cresceu em uma família antiescravagista. Seus avós estavam na linha de frente do movimento abolicionista. Mas, no Brasil, a escravidão só teria fim 50 anos depois. Quando foi a Maricá, no interior do Rio de Janeiro, um grupo de escravos estava sendo caçado. Em determinado momento, foram encurralados à beira de um precipício. Uma mulher preferiu se jogar no abismo a ser capturada.

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A separação de famílias.

O segundo choque que Darwin recebeu foi em Conceição de Macabu, dez dias depois do trágico destino da mulher no precipício. Um senhor de escravos estava separando 30 famílias. Vendendo país, mães e filhos para empresários diferentes. “Um ato atroz que só poderia acontecer em um país escravagista”, escreveu.

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Todos somos iguais, o brado de Darwin.

Antes de tudo, a Teoria da Evolução é um brado retumbante contra as desigualdades. Diz Darwin que todos somos iguais. Afinal, viemos de um ancestral comum. É irracional acreditar na superioridade de alguns em relação a outros. Darwin ficaria estarrecido se soubesse que, anos depois, sua teoria seria distorcida por ingleses, norte-americanos e nazistas para promover a eugenia.

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