fbpx
Capital

CER/APAE reabre piscina para ajudar na reabilitação de hemofílicos na Capital

Matias foi só alegria na sua primeira aula de natação. (Foto: Divulgação)
Matias foi só alegria na sua primeira aula de natação. (Foto: Divulgação)

Para ajudar na reabilitação de pacientes hemofílicos na Capital o CER/APAE (Centro Especializado em Reabilitação), reabriu a piscina aquecida da unidade, nesta semana. As aulas de hidroginástica e natação, são cruciais no tratamentos de adultos e crianças que enfrentam essa condição. A hemofilia é um distúrbio na coagulação do sangue.Hemofílicos sangram mais do que o normal, externa e internamente, após qualquer tipo de lesão.

Duas vezes na semana, durante 1 hora, os adultos com hemofilia praticam hidroterapia (hidroginástica) e as crianças, natação. As aulas são realizadas pela Profissional de Educação Física do Hospital Regional, Sandra Duailibi, na piscina aquecida, cedida pelo CER/APAE.

O pequeno Matias Mota Müller, de 1 ano e 3 meses, compareceu à aula de natação pela primeira vez, nesta semana, acompanhado da sua mãe Juliana Mota Müller e da avó. Juliana conta que a família descobriu a doença de Matias quando ele tinha apenas 6 meses. “Foram aparecendo muitos roxos nele. No início, chegamos a achar que os irmãos mais velhos estavam beliscando ele por ciúmes, até que resolvemos procurar um hematologista que suspeitou da hemofilia”, contou a mãe.

A mãe relata que a família perdeu o chão quando diagnosticaram que Matias tinha hemofilia. “O que me confortou mais foi saber que o meu filho pode ter qualidade de vida. Eu tenho essa consciência, comecei a estudar bastante sobre o assunto. Espero que tudo dê certo, estou bem confiante com a profilaxia (tratamento preventivo, que já são distribuídos pela Rede Hemosul MS) e a medicação. Eu e o pai dele fazemos tudo que está ao nosso alcance”, explicou.

De acordo com o Presidente da APHEMS (Associação das Pessoas com Hemofilia de Mato Grosso do Sul), Neder Santos, existem 180 hemofílicos no Estado. Neder também explica que por conta da pandemia, as pessoas com hemofilia ficaram sem a hidroterapia e acabaram perdendo musculatura.

“Acabamos perdendo muita musculatura e por conta das atrofias, vamos perdendo a condição de andar e vai ficando mais difícil. Voltando a fazer esse fortalecimento, conseguimos ter uma qualidade de vida melhor. Essa parte de fortalecimento é muito importante, pois acaba diminuindo os quadros de sangramentos nas articulações. Estamos começando do zero, após dois anos parados, mas bem animados. Todos estamos agradecidos ao CER/APAE pela cedência da piscina”, agradeceu.

Para fazer a hidroterapia no CER/APAE, os pacientes hemofílicos devem procurar a Associação das Pessoas com Hemofilia de MS.

Fonte

A URL curta deste artigo é: https://notadiaria.com.br/s3yzM
Mostre mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo