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Brasil e o Mundo

CBLoL 2020: tetracampeão, Abaxial quer fazer Brasil respeitado no mundo

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A tarde de sábado do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) foi de tetra. Para a KaBuM, que segue invicta em decisões de brasileiros e igualou o número de títulos da INTZ, e para Alexander “Abaxial”, que chegou ao seu quarto título local de League of Legends.

Apontado como o principal responsável da arrancada de 12 vitórias da KaBuM, deixando a zona de rebaixamento do CBLoL e terminando com o título, o treinador se sente aliviado.

– Em 2017, 2018 e 2019 eu não venci. Eu fui para uma final, mas eu também tive um time que não era muito bom e quase fomos rebaixados. Claro que você começa a se questionar, se pergunta se é isso e se seu tempo já passou, acho que isso acontece com todo mundo. Mas continuei acreditando que, se achasse as pessoas certas, poderia continuar sendo bom no que eu faço – afirmou o norte-americano em entrevista coletiva após o título.

– Eu não estava na KaBuM no começo do ano, estava sem time nos Estados Unidos, e vim para o Brasil para trabalhar com meu amigo em um time feminino na Innova por um mês e meio e pensei que um outro time poderia me querer depois. Se não desse, eu ia tentar focar em criação de conteúdo ou alguma coisa assim. Foi uma decisão meio imprudente, de quem não sabia muito bem o que estava fazendo da vida, mas funcionou – completou o treinador.

Para Abaxial, o título também prova que ele pode dar resultados mesmo quando não conta com elenco recheado de estrelas – nas suas três conquistas com a INTZ, ele comandou o “Exodia”.

– [Queria conquistar um título] sem nenhum dos jogadores que eu trabalhei antes, mostrar que eu não era bom só porque eu tive bons jogadores na INTZ, porque eu cheguei quando eles já eram meio que bons e ganhei um título com eles. Tiveram muitas coisas que eles fizeram sozinhos, eles já eram um bom time, mas, esse [da KaBuM], eu ajudei a criar desde o começo – afirmou Abaxial.

– Apesar disso, esses jogadores são bons por si mesmo. Parang é um monstro de Jayce, Parang e Tutsz conseguem 10 farms por minuto todo jogo. Wiz é um monstro. Sou muito grato por ter isso – completou.

Com quatro títulos no currículo, Abaxial tem outro objetivo agora: fazer do Brasil uma região respeitada no cenário internacional.

– [Esse título é] maravilhoso. É um sentimento incrível, todo o tempo que eu coloquei no League of Legends daqui, tentando criar um time brasileiro forte, não foi atoa. [Agora, quero ter um bom desempenho internacional], eu quase fiz isso em 2016, tenho perseguido esse fantasma por muito tempo. Talvez eu consiga fazer agora, talvez eu leve a KaBuM para o Mundial e não jogue só a fase de grupos, mas sim os playoffs. [Quero] fazer o mundo respeitar o Brasil, sentir que eu mudei alguma coisa – cravou.

Analisando as campanhas passadas do Brasil lá fora, Abaxial sente que a região teve oportunidades, mas não conseguiu mostrar seu jogo na hora mais importante.

– Os times brasileiros tiveram chances todos os anos. A paiN em 2015, a INTZ em 2016… a Team One em 2017 talvez nem tanto, mas a KaBuM em 2018 e o Flamengo em 2019, todos tiveram chances e pontos fortes, mas não conseguiram cumprir o objetivo. Não sei se somos um time mais completo do que eles, mas eu sei que os jogadores desse time aprendem muito bem e, as vezes, demoramos um dia ou dois para entender onde queremos ir, mas nos adaptamos muito bem e temos boas mecânicas. Acho que esse time pode competir, talvez não hoje, mas, com tempo de treino, contra times de topo do mundo.

Confira outros trechos da coletiva:

– O tempo livre entre a enchente e a situação do coronavírus fez uma grande diferença. Nos deu um pouco de tempo para trabalhar em alguns conceitos, em como trabalhar como um time e, assim que conseguimos isso, o time começou a pensar por si mesmo e tudo correu bem. Eles meio que começaram a se treinar. Aquele tempo foi muito crítico para introduzir alguns lugares para começar. Sempre digo o mesmo desse time, eu só precisei dar para eles um ponto de partida.

Benefícios do CBLoL online

– Jogar de casa ao invés do palco nos ajudou. É claro, ficamos invictos [de casa], não tem como dizer que teríamos os mesmos resultados no palco. Conseguimos ficar confortáveis aqui, tivemos uma vantagem em cima dos outros times porque temos um gaming house e não tivemos que fazer reuniões online. Foi muito bom, ficamos muito próximos como um time. Em condições normais, acho que o [modelo de gaming] office é melhor, mas tivemos um pouco de sorte.

– Todos eram muito bons individualmente, mas eles não sabiam o que poderiam fazer para se ajudar, ouvir as necessidades dos companheiros e entender quando poderiam fazer sacrifícios para ajudar o time. Fizemos muitos sacrifícios grandes para o time. Hoje, por exemplo, o Tutsz pickou Karma. E Karma contra Syndra não é, necessariamente, uma matchup vitoriosa. Se você escolher isso na solo queue, você provavelmente vai perder. Mas sabíamos que encaixaria na composição e ele aceitou ter essa proatividade individual para ajudar o time, porque ele sabia como os jogadores veriam o jogo. Essa habilidade de entender o que o time precisava era o que precisava mudar.

Como vai comemorar o título?

– Vou comer carne, carne e mais carne. Tipo picanha. E eu e o Duds vamos tomar um pouquinho de uísque, só um pouquinho

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Redação

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