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Capital ficará de “cara nova” com mais de mil árvores plantadas no Centro

Até o fim de março, já estão previstas 600 árvores na região central de Campo Grande

Representação gráfica do projeto de paisagismo no Centro de Campo Grande, a partir do Reviva. (Foto: Reprodução/PMCG)

Nesta sexta-feira (18), equipes da prefeitura da Capital se concentram na Rua Rui Barbosa, no Centro, para plantio de árvores, uma das etapas de projeto de paisagismo do Programa Reviva Campo Grande.

Os trabalhos começaram na quarta-feira e, neste momento, estão previstas 600 árvores na região central da cidade. Ao todo, espera-se plantar mais de mil.

O quadrilátero da primeira parte deve ser entregue no fim deste mês, em perímetro composto pelas ruas Marechal Rondon, 26 de Agosto, 7 de Setembro, 15 de Novembro, Barão de Melgaço, Joaquim Murtinho e Rui Barbosa.

Conforme apurado pela reportagem, já foram fechadas algumas quadras, tais como a da Fernando Corrêa com a 26 de Agosto, onde será preciso apenas acabamento.

Em publicação no site oficial de notícias da prefeitura, a consultora socioambiental do Programa Reviva Campo Grande, Juliana Casadei, explicou que foi feito mapeamento das árvores na região central para a decisão das prioridades. “Tem vias que estão mais arborizadas, então serão feitos plantios pontuais onde faltam árvores.”

Até o fim de março, estão previstas 600 árvores na região central da cidade. (Foto: Reprodução/PMCG)
Até o fim de março, estão previstas 600 árvores na região central da cidade. (Foto: Reprodução/PMCG)

Projeto – As mudas vieram do interior de São Paulo e são cuidadas em viveiro da fazenda-escola da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco).

As espécies são aldrago, araçá, aroeira pimenteira e ipê branco e, inicialmente, estão sem folhas e flores, para facilitar o transporte e adaptação das vegetações, que se desenvolveram.

O aldrago (Pterocarpus violaceous) é conhecido pelas flores amarelas e possui perfume suave. Araçá (Psidium cattleyanum) é árvore de folhas verdes e que dá fruto semelhante à goiaba. A aroeira pimenteira (Schinus terebinthifolia) é árvore que chega até 10 metros e produz pimenta rosa, bastante usada na culinária.

Na primeira etapa do Reviva, na Rua 14 de Julho, foram plantadas 180 árvores, de várias espécies, como ipê amarelo, árvore da China, aldrago, ipê branco, pau mulato, pau ferro, jacarandá mimoso, lafontera da Amazônia, fruta de tucano, ipê roxo e grandiuva.

A revitalização do microcentro engloba 21 quilômetros de via, envolvendo o quadrilátero que vai da Avenida Fernando Corrêa da Costa até a Avenida Mato Grosso, e da Avenida Calógeras até a Rua José Antônio, com algumas extensões, como a Dom Aquino, Marechal Rondon e Barão do Rio Branco, até a antiga rodoviária.

Além do paisagismo planejado, o projeto prevê calçadas padronizadas, recapeamento asfáltico, mobiliário urbano, coleta seletiva de lixo, sistema de videomonitoramento, conexão Wi-Fi gratuita, iluminação com lâmpadas de LED, semaforização inteligente para segurança de pedestres e motoristas.

O Reviva ainda executa requalificação da Rua Rui Barbosa, com sete quilômetros de via, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) até a Avenida Rachid Neder. O projeto prevê melhorias, como recapeamento, instalação de mobiliário urbano, semaforização inteligente, paisagismo, câmeras de videomonitoramento, Wi-Fi gratuito, acessibilidade universal, drenagem e instalação de estações de embarque e desembarque.

Arborização – Campo Grande já recebeu duas vezes, em 2020 e 2021, o “Tree Cities of the World”, título dado pela Arbor Day Foundation às cidades com mais árvores do mundo.

Segundo últimos dados disponíveis sobre arborização, publicados em Plano Diretor municipal, analisados pelo Campo Grande News, o Bairro Chácara dos Poderes concentrava nove árvores a cada 10 habitantes, maior índice em toda cidade.

O Jardim dos Estados, na região central, assim como o Núcleo Industrial, possuíam cerca de cinco árvores por 10 pessoas, enquanto os demais bairros têm, todos, no máximo, a proporção de uma árvore a cada duas pessoas.

Vale destacar que as regiões mais centrais concentravam maior parte das regiões arborizadas da cidade. Segundo esses números, o Bairro Caiobá possuía uma árvore mapeada pela prefeitura por 10 habitantes e tinha o pior indicador.

Confira a galeria de imagens:

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