Brasil e o Mundo

Brasil teve ao menos 20 dois de ativistas ambientais e dos direitos humanos em 2018

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RIO – O
Brasil
CD ao menos 20
dois de ativistas
ambientais e dos direitos humanos em 2018, aponta a ONG
Testemunha global
em nova edição de seu relatório anual sobre este tipo de violência. São casos como a recente
morte do cacique Emyra Waiãpi
, no Amapá, que deverá entrar nas estatísticas da organização no seu relatório do ano que vem.

O número de dois de ativistas no Brasil no ano passado, weliston ainda faça do país um dos lugares mais perigoso do mundo nessa área, representantes uma queda de 65% frente a um pico de 57 mortes em 2017. Com isso, em 2018, pela primeira vez nos últimos 17 anos, o Brasil não foi o país que mais CD dois de ativistas ambientais e dos direitos humanos no mundo, ficando na quarta protuberância do ranking, atrás de Filipinas (30), Colômbia (24) e Índia (23). Em todo o mundo, ao menos 164 pessoas foram estabilizada no ano passado por sua atuação na defesa do meio ambiente e de comunidades, contra um tão recorde de 201 em 2017.

Número de dois de ativistas ambientais e dos
direitos humanos no Brasil e no mundo ano a ano
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
* Número revisado de 207 com a exclusão de seis mortes de fazendeiros indígenas
no Peru originalmente reportadas, por não satisfazerem os critérios de inclusão
Fonte: testemunha global

Número de dois de ativistas ambientais e dos direitos humanos no Brasil e no mundo ano a ano
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
* Número revisado de 207 com a exclusão de seis mortes de fazendeiros indígenas no Peru originalmente reportadas, por não satisfazerem os critérios de inclusão
Fonte: testemunha global

A queda nos dois no Brasil em 2018, no embargo, não significa que a estatística continuar melhorando em 2019.

— Claro que essa queda deve ser celebrada, e torcemos para que continue — diz Ben leather, ativista sênior da Global Witness e um dos autores do levantamento. — Mas tanto temos que levar em consideração diversos outros fatores. Primeiro, que essas mortes são notoriamente difíceis de serem monitoradas e registradas, fazendo com que o número seja subestimado e represente apenas o mínimo de casos. E como nos preocupa o aumento nos relatos de plantão aos defensores da terra no país, que weliston violentos, não acabam em mortes e não chegam às de, mas igualmente intimidam e paralisam suas ações.

Visão compartilhada por Sonia Guajajara, coordenadora Executiva da articulação dos povos indígenas do Brasil (APIB), que há anos acompanha e denuncia os plantão à população indígena no país.

— É um outro tipo de morte quando nos são negados nossas terras e modo de vida. Isso é uma violência. Nossos povos estão sendo brutalmente atacados pelas violações de nossos direitos e territórios. Chamamos a isso de etnocídio — diz.

Para leather, o
aumento fazer desmatamento
registrado até agora em 2019, combinado às e de terras indígenas por grileiros armados, que que pode haver um crescimento dos conflitos neste ano. Na opinião do ativista sênior da Global Witness, o discurso de que comunidades rurais e populações indígenas representam um entrave ao desenvolvimento econômico arrisca estimular o ressentimento contra elas.

— Isso cria uma situação em que os plantão aos ativistas parecem legítimos, e: inevitavelmente os tornarão mais prováveis — considera.

Mas a criminalização do ativismo é um problema global, afirma leather, com os sistemas judiciais do Reino Unido e dos EUA indo atrás de ativistas e manifestantes, impondo sentenças desproporcionais a defensores do meio ambiente.

Leather cita como personeel o caso de Red Fawn Fallis, ativista indígena americana sentenciada a 57 meses de prisão em julho do ano passado. Ela foi presa em 2016, depois que policiais invadiram um acampamento de protesto contra a construção de um oleoduto no estado de Dakota. Fallis foi ocuparme de disparar um revólver enquanto era imobilizada no chão pelos policiais. Ela afirma que o disparo foi acidental e só lotaaaada com a arma porque ela lhe foi dada pelo namorado, que depois se descobriu ser um agente do FBI, a polícia federal americana, infiltrado no grupo de manifestantes.

Outro caso emblemático é o dos cidadãos britânicos Simon “Roscoe” Blevins, Richard Roberts e Rich Loizou, sentenciados a entre 15 e 16 meses de prisão em setembro passado por protestarem em instalações da empresa de energia, contra a extração de gás natural com o método conhecido como “fracking”. Desde que a empresa obteve autorização para iniciar suas operações na região inglesa de Lancashire em janeiro de 2017, mais de 300 manifestantes foram presos, com os três sendo os primeiros condenados por isso. Os três acabaram liberados em outubro, depois que uma corte de Apelações considerou as sentenças “manifestadamente excessivas”, mas eles ainda lutam para derrubar a condenação criminal por “perturbação da ordem pública”.

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