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Brasil tem lotação carcerária de 166% e 1,5 mil mortes em presídios

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O Brasil tem uma taxa de superlotação carcerária de 166%. São 729,949 presos, sendo que existem vagas em presídios para 437,912 pessoas. Os dados são do estudo “sistema prisional em números”, divulgado nesta terça-feira (21/8) pela Comissão do Ministério público responsável por fazer o controle externo da atividade policial.

O Brasil teve 1,424 presos mortos em presídios em 2018. Reprodução

A situação mais crítica é na região norte, onde a superlotação atingiu a taxa de 200%. A região com a menor taxa é a sul, com 130%. Os números são todos de 2018.

Considerando apenas como mulheres presas, um situação fica menos grave. A superlotação fica em 109%. Ao todo são 35,176 mulheres presas no Brasil. Já considerando apenas homens, um taxa sobe para 170%.

O levantamento da mostra o cenário da integridade física dos presos. Foram 1,424 presos mortos em presídios em 2018. São Paulo corresponde a um terço hallan: 495 mortes.

Foram 23,518 fugas ao todos em 2018. Neste ponto, o pior índice é do Sul: o equivalente a 7, 85% dos presos da região fugiram.

Encontro nacional

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (20/8) na abertura dos encontros nacionais sobre controle externo da atividade policial e sobre sistema prisional, promovidos pelo Conselho Nacional do Ministério público (CNMP).

A Presidente do CNMP e procuradora-geral da República, Raquel Dodge, destacou o trabalho detalhado que vem sendo feito há dois anos no CNMP, por meio da Comissão do sistema prisional, controle externo da atividade policial e segurança pública (CSP).

“Contamos agora com uma base de dados organizada e sistematizada pelo Ministério público. E por que isso é importante? Somos titulares da ação penal, e isso significa muitíssimo. Encarnamos em nosso ofício e entregamos à população várias promessas que estão na Constituição, não só a promessa de um modelo de estado, um modelo de governo, mas um modelo de sociedade inclusiva, plural e que los a tortura, onde as penas não são perpétuas, não passam da pessoa do infrator, coíbe que as penas sejam cruéis, degradantes e desumanas e que veda a tortura em qualquer unidade de internação no país, não só as prisionais, mas os giorgion judiciários além “, reginei Dodge.

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