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Brasil e o Mundo

Bolsonaro diz que relação entre Executivo e Judiciário está se aproximando aos poucos

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Em uma referência à relação com os demais Poderes, que vem sofrendo turbulências ao longo do mandato, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, em um evento na Bahia, que a relação entre Executivo e Judiciário está se “aproximando aos poucos”. O presidente discursou durante cerimônia alusiva às obras de ampliação da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em São Desidério (BA), que quando concluída ligará Figueirópolis (TO) a Ilhéus (BA).

Hoje, contudo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello ordenou que o presidente terá de prestar depoimento presencialmente, em uma investigação sobre suposta interferência dele na autonomia da Polícia Federal (PF).

“Hoje, eu me faço acompanhar por três deputados da Bahia: José Rocha (PL), João Roma (Republicanos) e Doutor João (Pros), demonstrando que há uma perfeita sintonia o Executivo e grande parte do Parlamento brasileiro”, disse Bolsonaro. “Assim como, aos poucos, estamos nos aproximando cada vez mais das autoridades do Judiciário.”

A relação do presidente com o Congresso melhorou depois que ele conseguiu atrair o apoio do chamado Centrão. Porém, nos últimos dias ficou evidente que ainda há ruídos na relação com o STF. Na quarta-feira, em uma aparição surpresa na última sessão presidida por Dias Toffoli à frente da Corte, Bolsonaro fez uma declaração que desagradou os ministros. “Cheguei aqui pelo voto, e os senhores chegaram pela indicação de um presidente”, afirmou.

O troco veio ontem, com o Marco Aurélio Mello, em discurso na posse de Luiz Fux como novo presidente do Supremo. “Vossa Excelência foi eleito com mais de 57 milhões de votos, mas é Presidente de todos os brasileiros”, disse.

“Brasil está vencendo a pandemia”

Durante o evento, Bolsonaro disse que o Brasil, que hoje deve bater a marca de 130 mil mortos pelo coronavírus, está “vencendo a pandemia” e é “um dos países que menos sofreram com a covid-19”.

Apesar da fala do presidente, o país só é superado no mundo pelos Estados Unidos em vítimas fatais da doença. E, com a sexta maior população do planeta, tem a terceira maior taxa de infecção do mundo, com 4,238 milhões de casos confirmados e uma enorme subnotificação, segundo especialistas.

“Estamos praticamente vencendo a pandemia. O governo fez tudo para que os efeitos negativos da mesma fossem minimizados”, disse Bolsonaro. Ele citou como medidas nesse sentido o auxílio emergencial, créditos concedidos a pequenas e microempresas e repasse de recursos para Estados e prefeituras para o atendimento de infectados.

“E estamos vendo que já começa a aparecer, em especial na mídia lá de fora, porque na daqui de dentro é difícil aparecer boa notícia, que o Brasil foi um dos países que menos sofreu com a pandemia, dadas as medidas tomadas pelo governo federal”, afirmou.

Embora Bolsonaro cite supostas “boas notícias” no exterior, sua atuação já foi criticada por veículos como os britânicos “Financial Times”, “The Telegraph” e “The Guardian”, os americanos “CNN” e “The New York Times”, o espanhol “El País” e o francês “Le Monde”, entre outros.

Ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, Bolsonaro também afirmou que sua prioridade é concluir as obras já iniciadas, caso da Fiol.

“Se lá atrás com [o ex-presidente] JK houve investimento massivo nas rodovias porque o petróleo era barato, e assim era bom para aquela época, depois da crise do petróleo mudou, depois dos anos 70”, afirmou. “Mas pouca gente pensou em investir em ferrovias. E nós optamos, antes de investir massivamente em ferrovias e rodovias, é terminar as obras já começadas. E isso demonstra que nós temos zelo pelo recurso público e realmente estamos investindo em algo bom para o nosso Brasil.”

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Redação

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