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Banco do Brasil tem lucro ajustado de R$ 3,395 bi no 1º tri, queda anual de 20,1%

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O lucro líquido contábil somou R$ 3,205 bilhões no primeiro trimestre, com queda anual de 20,0%.

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A margem financeira bruta cresceu 9,9% na comparação anual, para R$ 14,005 bilhões no primeiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre, recuou 1,8%. Enquanto isso, as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) atingiram R$ 5,539 bilhões, com alta de 63,3% no ano e de 57,1% no trimestre.

As receitas de tarifa aumentaram 4,0% no ano, a R$ 7,067 bilhões no trimestre encerrado em março. As despesas administrativas totalizaram R$ 7,770 bilhões, uma alta de 2,7%.

O BB gerou retorno sobre o patrimônio líquido (mercado) de 12,5% no primeiro trimestre, ante 17,7% no quarto trimestre e 16,8% no mesmo período do ano anterior.

O BB terminou o primeiro trimestre com R$ 725,132 bilhões em sua carteira de crédito ampliada, que inclui empréstimos, financiamentos, títulos, avais e garantias. O número representa um crescimento de 6,5% na comparação com dezembro e de 5,8% frente a março do ano passado.

A alta no trimestre foi impulsionada pelas operações com pessoas jurídicas, especialmente grandes empresas. Na comparação com março do ano passado, o destaque são as operações com pessoas físicas.

A carteira de pessoas físicas do BB aumentou 8,6% em um ano, para R$ 217,201 bilhões. Em relação a dezembro, o portfólio cresceu 1,5%. Consignado, crédito pessoal e renegociações foram as linhas de maior destaque. No trimestre, cartão de crédito e financiamento imobiliário encolheram.

O estoque de operações com pessoas jurídicas chegou a R$ 221,922 bilhões no fim de março, o que representa alta de 12,4% frente a dezembro e de 5,9% num intervalo de 12 meses. O destaque ficou com a carteira de grandes empresas, que vinha sendo reduzida pelo BB, mas cresceu 16,6% em relação a dezembro, para R$ 103,064 bilhões.

As linhas de conta garantida, cheque especial e capital de giro foram as que mais cresceram no trimestre.

O movimento também foi visto nos bancos privados e reflete a corrida das companhias de maior porte por liquidez quando a crise do coronavírus começou. As operações do banco com o segmento encolheram 3% quando se compara março de 2020 com o mesmo mês do ano passado.

A carteira de micro, pequenas e médias empresas, que tem sido um dos focos do BB, aumentou 2,2% em três meses e 12% em um ano, para R$ 65,964 bilhões.

O crédito a entes de governo também avançou. O segmento totalizava R$ 52,894 bilhões em operações no fim de março, alta de 18,5% no trimestre e de 19,1% em um ano.

O saldo de crédito ao agronegócio atingiu R$ 181,888 bilhões no fim de março, representando alta de 1,4 frente a dezembro e queda de 1,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. As operações têm sido impulsionadas por pessoas físicas, já que o BB tem procurado redirecionar os clientes agroindustriais (de maior porte) ao mercado de capitais.

As demonstrações financeiras detalham a composição das despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), que somaram os R$ 5,539 bilhões no trimestre, com alta de 57,1% em relação ao trimestre anterior e de 63,3% na comparação com o primeiro de 2019.

Do total da PDD ampliada, R$ 6,477 bilhões são de risco de crédito, R$ 378 milhões de perdas por imparidade e R$ 269 milhões de descontos concedidos. O resultado líquido, no entanto, desconta R$ 1,585 bilhão de recuperação de crédito.

O BB suspendeu o guidance para 2020, que previa que as despesas com PDD este ano ficariam entre R$ 10 bilhões e R$ 13 bilhões.

O saldo total de provisões do BB chegou a R$ 42,010 bilhões, R$ 2,256 bilhões acima do mínimo. Nesse mínimo o BB considera a provisão correspondente aos nove níveis de risco (AA a H) constantes da Resolução CMN nº 2.682/99 e a provisão complementar, que corresponde à provisão dos 30 níveis intermediários estabelecidos pela administração do banco.

O índice de cobertura do BB subiu para 200,1% em março, de 196,1% em dezembro e 213,9% em março de 2019. Na divisão por segmento, a cobertura em pessoa física é de 199,2%; em pessoa jurídica, de 283,8%; e em agronegócio, de 114,8%.

A inadimplência na carteira de crédito do BB era de 3,17% no fim de março, o que representa queda de em relação aos 3,27% de dezembro e alta frente aos 2,58% apresentados no término do primeiro trimestre do ano passado.

A taxa de calotes de pessoas físicas passou para 3,71% em março, de 3,41% em dezembro e 3,25% em março do ano passado.

No segmento de pessoas jurídicas, a inadimplência era de 2,83% no fim do trimestre, vinda de 3,37% em dezembro e 3,02% em março do ano passado.

Com as provisões feitas no primeiro trimestre, o índice de cobertura do BB passou para 200,1% no fim de março, ante 196,1% em dezembro e 210% em março do ano passado.

O banco registrou um aumento na inadimplência de curto prazo no primeiro trimestre.

A taxa de operações com atraso de 15 a 89 dias subiu para 2,21% no fim de março, de 2,09% em dezembro. O indicador também piorou em relação aos 2,03% apresentados em março de 2019.

O BB também apresentou um aumento na formação de inadimplência de pessoas físicas e jurídicas (new NPL) durante o primeiro trimestre.

O Banco do Brasil informou que sua margem financeira bruta foi de R$ 14,005 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 1,8% em relação ao quarto trimestre e expansão de 9,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2019.

A receita financeira com operações de crédito ficou em R$ 17,492 bilhões, com queda de 3,8% ante o trimestre anterior e contração de 4,8% no ano. A despesa financeira de captação foi de R$ 4,454 bilhões, com baixas de 16,1% e 30,2%, na mesma base de comparação. A despesa financeira de captação institucional – que inclui instrumentos de dívida sênior, dívida subordinada e IHCD – atingiu R$ 2,384 bilhões, com quedas de 1,8% e 1,1%, respectivamente. O resultado da tesouraria ficou em R$ 3,351 bilhões, com queda de 12,4% no trimestre, mas alta de 6,3% no ano.

Segundo o BB, o resultado da margem financeira no trimestre foi impactado pela queda nas receitas de crédito influenciada pela redução da Selic, com impacto nas receitas com crédito PF e agronegócio. “As receitas de crédito PF também foram influenciadas pela redução nas taxas de juros de operações de cheque especial”.

A redução da despesa financeira de captação foi favorecida pela redução na Selic, além de redução das despesas com depósitos judiciais decorrentes da renegociação de contratos.

O spread global do BB ficou em 4,2% no primeiro trimestre, de 4,4% no quarto trimestre e 4,0% no primeiro trimestre de 2019. O spread ajustado pelo risco ficou em 2,5%, de 3,3% e 2,9%.

O spread com operações de crédito ficou em 8,0% no primeiro trimestre, de 8,2% no quarto e 7,7% no primeiro trimestre do ano passado. Em pessoa jurídica, o spread foi de 5,3%, ante 5,1% e 4,9%. Já em pessoa física a taxa ficou em 15,6%, de 16,4% e 16,4%. E em agronegócio o spread ficou em 4,8%, de 4,8% e 4,7%.

Índice de capital principal

O BB fechou o primeiro trimestre com índice de Basileia de 17,8%. O indicador de capital recuou 0,8 ponto percentual na comparação com dezembro e 1,5 ponto frente a março de 2019.

A instituição tinha, no fim de março, 13,85% em capital de nível 1 e 9,98% em capital principal. O banco reafirmou a meta de chegar em janeiro de 2022 com no mínimo 11% de capital principal.

O banco contabilizou R$ 7,067 bilhões em receitas de serviços no primeiro trimestre, o que indica alta de 4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao quarto trimestre, houve queda de 5,9%, atribuída pela instituição à sazonalidade.

A expansão da base de clientes de varejo e a ampliação da oferta nos canais digitais ajudaram a impulsionar em 3,7% as rendas de conta corrente, para R$ 1,917 bilhão. As receitas de administração de fundos também se destacaram, refletindo uma revisão de contrato intragrupo, pela qual serviços prestados pelo banco de investimentos do BB passaram a ser efetuados pela BB DTVM — o que por sua vez afetou a receita de mercado de capitais. Também houve crescimento no segmento de seguros e previdência.

Por outro lado, as receitas de cartões de crédito e débito recuaram 0,7% em relação ao quarto trimestre e 6,8% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, para R$ 485 milhões nos três meses encerrados em março deste ano.

As despesas administrativas ficaram em R$ 7,77 bilhões no primeiro trimestre, o que indica queda de 9,8% sobre os três últimos meses do ano passado. Na comparação com o período de janeiro a março de 2019, houve aumento de 2,7%.

As despesas de pessoal totalizaram R$ 4,919 bilhões no trimestre, queda de 11% em relação aos últimos três meses do ano passado, quando o BB teve um gasto extra de R$ 514 milhões com uma contribuição complementar ao plano de saúde Cassi. Em relação aos três primeiros meses do ano passado, houve alta de 1,1%.

O BB tinha 92.757 funcionários no fim de março, ante 93.190 em dezembro e 96.567 e março do ano passado.

As despesas administrativas somaram R$ 2,851 bilhões entre janeiro e março. O número caiu 7,5% em relação ao quarto trimestre, refletindo menores gastos com campanhas publicitárias e transportes.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, as despesas administrativas aumentaram 5,6%, o que foi atribuído pelo BB aumento nos gastos com serviços técnicos especializados, aquisições de softwares e equipamentos, repactuação de contratos de processamento de dados e despesas com manutenção de equipamentos.

 — Foto: Luis Ushirobira/Valor

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