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Capital

Ataques de escorpiões correspondem a quase 50% de todo ano de 2021

Escorpiões encontrados em uma residência de Campo Grande (Foto: Arquivo)

Em Campo Grande, o número de acidentes com escorpiões a contar do mês de janeiro a abril, corresponde a quase 50% dos registrados ao longo do ano de 2021, período em que o CCZ (Centro de Controle de Zoonozes), contabilizou 900 casos.

Somente no primeiro trimestre de 2022, 448 pessoas foram vítimas do inseto em diversas regiões da Capital. Segundo a médica veterinária do CCZ, Ana Paula Nogueira, há um alerta para que as ocorrências sejam evitadas.

Embora a dedetização seja uma das ferramentas mais utilizadas para combater a presença de animais peçonhentos, a prática pode provocar acidentes caso o morador não tome algumas providências.

“Para evitar a ocorrência dentro de casa, principal media é a barreira física, ou seja, é preciso vedar todos os ralos, pias, optar por ralos com sistema abre e fecha, sempre mantê-los bloqueados, abrindo somente na hora de utilizar”, enumera a especialista.

Além dos cuidados internos às residências, a médica veterinária destaca ainda, medidas que devem ser adotadas ao redor das casas, de forma a impedir que o animal tenha acesso a área.

“Na parte externa, indicamos cuidar dos lugares onde sai aqueles fios elétricos, caixas de passagens de encanamento, vedar as frestas nos muros, onde não é rebocado principalmente, já que muitas vezes eles se escondem lá”, enfatiza Ana Paula.

Ainda de acordo com a médica Veterinária, os atalhos são capazes de reduzir em 100% a aparição de escorpiões. Só depois de feito isso, é que a pessoa deve realizar o controle químico a partir de venenos específicos, isso porque, caso os ralos e frestas estiverem abertas, o animal pode se deslocar do esconderijo, provocando os acidentes.

Bater o calçado antes do uso, colocar luvas para mexer no quintal e calçar sapatos fechados para a limpeza, afastar a cama da parede, são dicas que também podem impedir o ataque.

Ao ser picado pelo inseto, a primeira coisa a se fazer é lavar a região com água e sabão. Posteriormente, é necessário acionar a equipe de emergência para receber atendimento médico.

 O alerta principal para esses acidentes aponta para as crianças, as principais possíveis vítimas letais do veneno do animal, tendo em vista que devido a massa corpórea, o veneno se espalha de forma mais rápida na corrente sanguínea.

Fonte

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