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As idas e vidas do etanol, o combustível “patriota”

Mais uma crise do petróleo. Enfrentamos, novamente, a alta absurda do preço da gasolina e do diesel. Há um claro clima de impotência. Ninguém acredita que o governo atual – e nem os próximos – resolva o problema chamado combustível. Muitos ainda questionam, em um ultimo suspiro: e  etanol, ele é um caminho para o Brasil superar a eterna crise dos combustíveis? Não é a primeira vez que essa questão entra em pauta.

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70% da frota é flex.

No Brasil, cerca de 70% da frota de automóveis é flex, isto é, pode trafegar com gasolina ou com etanol. O cálculo para abastecer com álcool é simples: basta multiplicar o preço da gasolina por 0,7. Se o preço obtido por esse simples cálculo for menor que o litro do etanol, vale abastecer com a gasolina. É o que está ocorrendo em 23 Estados, inclusive no Mato Grosso do Sul. Ainda que o preço da gasolina seja absurdo, é o combustível a ser tanqueado.

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Oferta e demanda.

Se nada tem a ver com a guerra, com o aumento mundial do petróleo, como o preço do álcool está subindo? Tal como o cálculo, essa resposta também é simples: oferta e procura. Como todos tendem a procurar o etanol, o preço dispara. Outra “jogada” do setor etanol da economia é precificar esse combustível tão logo sinta “o cheiro” de crise da gasolina. Cheirou, ferrou. Eles procuram manter 70% do preço da gasolina. Tem mais, a tendência das usinas é produzir mais açúcar que etanol. O motivo é o dólar. Como em todo o agronegócio, o comandante dessa preferência é o Guedes. Com isso, não há fartura de etanol, consequentemente, os preços não reduzem. Metade da cana vai para o açúcar.

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O combustível patriota.

O álcool surge como solução para a crise do petróleo nos anos 1970, durante o governo militar De lá para cá, foram inúmeras crises do petróleo e do álcool. Chegamos a ter postos fechados por falta de etanol, quando 90% da frota nacional de automóveis era movida por esse combustível. O álcool também chegou a ser o “garoto propaganda” do governo Lula. Época em que foi impulsionada a construção de usinas, com a promessa de que o etanol seria uma commoditie. Apenas promessa. O preço do açúcar foi às alturas e o álcool foi esquecido. Também pesou a atitude do “mui amigo” Fidel Castro que moveu uma internacional campanha contra o etanol, Nessa época, a propaganda do governo chamava o álcool de “combustível verde e amarelo”, uma patriotada como milhares de outras. Enfim, o álcool patriota virou um combustivelzinho a mais. Não resolve crises.

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