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Ciência e tecnologia

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Simula
Simulao de funcionamento do dispositivo com boneco: registro de choro, movimento, orientao corporal e sons cardacos (foto: Universidade de Northwestern/Divulgao)

Apesar dos avanos da medicina, metade dos bebs nascidos com menos de 32 semanas no sobrevive. Essa uma realidade de centros de sade com poucos recursos: naqueles bem equipados, quase todos se recuperam e recebem alta sem sequelas. Para ajudar a mudar essa realidade, uma equipe interdisciplinar de pesquisadores da Universidade de Northwestern desenvolveu um novo sistema de monitoramento acessvel, sem fio e com bateria, que pode ser facilmente implementado em praticamente qualquer ambiente. A tecnologia foi descrita na revista Nature Medicine.

Os novos dispositivos tambm vo alm das capacidades das tecnologias de monitoramento com fio existentes e fornecem mais informaes que os sinais vitais tradicionais. Eles registram choro, movimento, orientao corporal e sons cardacos. Segundo os pesquisadores, os sensores macios e flexveis tambm so muito mais gentis com a pele frgil dos recm-nascidos, e os recursos sem fio permitem mais contato pele a pele com os pais.

“A tecnologia no apenas pode reduzir os riscos monitorando bebs prematuros, mas tambm pode monitorar as mulheres grvidas durante o trabalho de parto para garantir um procedimento saudvel e seguro, reduzindo os riscos de mortalidade materna”, afirma John A. Rogers, pesquisador da Northwestern, instituio pioneira no campo emergente da eletrnica biologicamente integrada. “Ao checar de perto os pacientes mais vulnerveis, os mdicos podem ser alertados a intervir antes que o beb ou a me fique gravemente doente.”

De acordo com os pesquisadores, a tecnologia foi testada em recm-nascidos no Hospital Infantil Ann & Robert H. Lurie, em Chicago, e no Hospital Prentice Women’s, na mesma cidade. Os sensores tambm esto passando por testes no Hospital Universitrio Aga Khan, em Nairbi (Qunia), e em gestantes atendidas no Hospital Universitrio de Ensino em Lusaka, Zmbia. Os prximos pases a receberem os equipamentos sero Gana e ndia, com o apoio da Fundao Bill & Melinda Gates e da Save the Children.

“Projetamos nossa tecnologia para oferecer recursos acessveis de monitoramento clnico para uso em qualquer lugar do mundo — do hospital casa e ao campo”, conta Rogers. “Usando conceitos avanados em eletrnica, desenvolvemos dispositivos que so seguros, fceis de usar e centrados no paciente. Nos focamos em recursos que permitem a aplicao dos equipamentos em ambientes com poucos recursos, pensando no mundo em desenvolvimento, onde esse tipo de tecnologia tem o maior potencial para melhorar e, possivelmente, salvar vidas.”

Em nota, Debra Weese-Mayer, pediatra e pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade Northwestern Feinberg, disse que a tecnologia representa um “avano monumental” nos cuidados neonatais e peditricos. “No se trata estritamente de tornar os sistemas de cuidados intensivos ‘sem fio’. Trata-se de pensar amplamente sobre quais variveis no tradicionais precisamos incorporar para estudar mais profundamente a sade e garantir a estabilidade dos pacientes.”

Energia estvel

O novo estudo baseia-se em pesquisas anteriores realizadas no laboratrio Rogers. Em fevereiro do ano passado, a equipe do pesquisador publicou, na revista Science, resultados de um estudo realizado no Lurie Children’s Hospital e no Prentice Women’s Hospital em Chicago. Na ocasio, os pesquisadores testaram um par de sensores sem fio, sem bateria e flexveis em bebs prematuros. Os dispositivos provaram ser to precisos e exatos quanto os equipamentos tradicionais de monitoramento, que usam fios e, por isso, interferem no abrao entre pais e bebs.

Para levar as plataformas de Chicago para o mundo em desenvolvimento, a equipe adicionou uma bateria pequena, fina e recarregvel, garantindo energia estvel ao dispositivo. Assim, ele pode operar em ambientes rurais, com grande alcance operacional, devido falta de fios. A equipe tambm adicionou recursos extras de deteco para monitorar choro, movimento e sons do corao.

“No podamos simplesmente exportar nossa tecnologia para outros pases sem levar em conta suas necessidades especficas”, diz Rogers. “Queramos entender o cenrio mais amplo e desenvolver uma tecnologia fcil de usar, til e prtica. Sabamos que precisvamos construir as bases para dispositivos reutilizveis e altamente robustos, aplicveis em regies com recursos e instalaes limitados.” Shuai Xu, dermatologista da Northwester e um dos autores do estudo, lembra que alguns pases sofrem apages dirios e tm cobertura desigual da internet. “As pessoas nessas reas precisam de um dispositivo prtico, que funcione e que seja mais barato de fabricar.”

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Redação

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